
Alberto tinha simplesmente se cansado de sua biblioteca. Depois de passar vários anos lendo romances, livros históricos e filosóficos. Ele enfim tinha encontrado um novo amor: A Poesia!
De alguma maneira inexplicada, Alberto não conseguia mais dar muita atenção a extensão daqueles livros grossos. Parecia que de alguma forma, Alberto precisava de escritores que em poucas linhas deixavam significados eternos no coração daqueles que o liam de forma prazerosa. Ele precisava de algo complexo mas simples. E foi assim, que ele econtrou escritores que talvez até pudessem se enquadrar na categoria de compositores de uma nova vida mais significativa. Podendo até serem considerados músicos, pelo que faziam com as rimas de algumas palavras que quase mais ninguém usava de modo rotineiro.
Em questão de apenas alguns minutos por dia, lia diversos poemas, aos quais lhe traziam de volta a alegria do mundo. Tornando-o mas colorido e prazeroso novamente.
Alberto sentia até que tinha ganhado mais tempo em seu dia-a-dia. Ele passeava no parque, comprava o que precisava no mercado mais próximo e ainda conseguia visitar os seus pais quase que diariamente tentando captar os conselhos que valiam à pena e os que precisavam ser descartados para a próxima geração com uma certa urgência.
A partir dos poemas que lia, sua alma ia se expandindo cada vez mais. Lhe trazendo de volta o prazer que sentia quando estava repousando depois de um longo dia de trabalho em frente ao computador, escrevendo e reescrevendo códigos de segurança para diversas empresas que tinham muito medo de serem invadidas por hackers cheios de energia vital.
Depois de alguns meses absorto em diversos poemas, Alberto decidiu criar o sua própria arte, reescrevendo o mundo em poucos versos e os colocava pela internet que estava cheia de distrações que não nutriam o espírito de ninguém. Porém, dificilmente alguém o elogiava pelo seu trabalho. Mas mesmo assim, ele continuou e perseverou, pois lá em seu íntimo ele sabia que de alguma maneira seria notado, cedo ou tarde.
O tempo passou e o que antes ele fazia por passatempo, estava se transformando em algo mais sério, pois diversas editoras começaram a notar aquele talento nato para a poesia.
Alberto começou a receber diversos convites para ser publicado e enfim ser reconhecido pelo seu trabalho árduo em seu tempo livre do trabalho. Mas em seu íntimo, ele não queria ter reconhecimento algum. Pois sua vida estável lhe possibilitava aproveitar sua privacidade com muito mais profundidade. E lá no fundo, ele sabia que a poesia já tinha cumprido o seu devido papel em sua vida, lhe trazendo o gosto de viver e apreciar os mínimos detalhes dela, enquanto ele estivesse nesse plano astral, cheio de distrações que a pessoa teria que escolher caso quisesse não ser influenciado pelas redes sociais e todo o mundo irreal que ela por consequência, também trazia e que dificilmente, alguém saberia lidar com a sua própia ociosidade de não ter tempo de ter conversas reais sem que um simples celular lhes atrapalhasse na interação social já há muito perdida.
