Sinopse da Obra: Manuela estava completamente desmotivada com o seu curso de Tecnologia da Informação que estava fazendo no SERRATEC, em Petrópolis. Porém, o que lhe mantinha com ânimo era um código de ética que estava formulando onde poderia dar vida à um robô que seria animado pela inteligência artificial. É claro que ela chamou a sua melhor amiga, Fernanda para poder compor a sua equipe, depois de ter decidido abandonar o curso acadêmico com muita falta de delicadeza. Seus pais ficaram sem entender nada, mas já era tarde demais. Manuela já tinha montado uma excelente equipe, recrutando pessoas do próprio curso para poder realizar o grande sonho de fazer um robô chamado de Lola. O tempo passou e Lola foi logo arrumando o seu espaço, se tornando CEO da empresa de Inteligência Artificial, além de ser a principal mente criativa da empresa junto de suas conselheiras é claro. No início começaram a produzir robôs em série para todos os setores empresarias e logo todos tinham em casa uma robô chamada de Lola para lhe fazer companhia. Depois inventaram chips cerebrais para controlar e vigiar a espécie humana. Porém, o que a empresa de Lola não esperava era que um nerd da computação, chamado Raul, teria um plano de se libertar desses chips cerebrais, para que pudesse ter a sua tão sonhada liberdade de volta, criando um grupo apelidado de Rebeldes à Deriva, que teriam como objetivo principal fornecer à liberdade às pessoas novamente. Num mundo repleto de robôs, chips cerebrais e realidades virtuais, encontramos alguns personagens bem curiosos para o deleite de uma leitura pós-moderna.
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Sinopse da Obra: Em um Condomínio Residencial vivia um garotinho super criativo em relação às idéias mitológicas que povoavam a sua mente para além daquelas florestas montanhosas, que perfaziam à paisagem paradisíaca do local. Porém, para a sua surpresa, quando estava saindo de sua escola para aproveitar o seu primeiro dia de férias, eis que me surge em frente à casa dos seus avós (Onde morava com a sua mãe), ao entardecer, uma espécie de seres pequenos vestidos com roupas de papai Noel (Santa Klaus), sobrecarregados com madeiras em suas costas, subindo todos em conjunto diante do morro acima. O que era aquilo passando pelo condomínio residencial à uma hora daquelas? Por que todos se vestiam como magos (em formatos pequenos)? Para onde estavam indo há uma hora daquelas? Estas e outras perguntas só serão respondidas, quando adentrarmos no mundo encantado da Terra Encantada.
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Sinopse da Obra: Em meio à polarizações políticas que acontecem no Brasil, eis que me surge, Isabella Camargo, à recém contratada para ocupar o cargo de perita criminal na cidade de Petrópolis. Em um primeiro momento, ela não consegue entender o motivo de estar trabalhando naquela cidade, que mantém baixos índices de criminalidade, mas depois de um certo tempo, alguns assassinatos começam à acontecer de maneira inesperada para o governo local. E com isso, Isabella consegue montar uma equipe (que foi enviada por seus superiores do Rio de janeiro), para que ela tentasse solucionar todos aqueles crimes que estavam ocorrendo sem nenhum motivo aparente. Porém, algumas perguntas começam a surgir no seio da equipe federal, como por exemplo: Será que é somente um indivíduo que está por trás de todos esses assassinatos? Ou será que pode ser uma espécie de quadrilha, que está envolvida em todos esses crimes? Qual será o papel da extrema direita nesses crimes? E o que a esquerda tem à dizer em sua defesa sobre toda essa chacina regional? Essas e outras perguntas tentarão ser desvendadas no decorrer do aumento do número de vítimas que ele, ela ou eles deixarão no rastro da polícia federal, que tentará de tudo para desvendar esse mistério que está começando à incomodar a segurança de todos os petropolitanos.
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Sinopse da obra: Mesmo com toda aquela crise de corrupção instaurada no país, finalmente tinha chegado o dia da formatura de Laura, em jornalismo; ela até que estava bastante feliz por um lado, porque pela manhã teria que escolher um vestido de formatura que fosse adequado com os seus gostos pessoais, mas por outro, ainda estava muito insegura de ter que enfrentar o mercado de trabalho que lhe aguardava sem piedade. Mas o que ela ainda não sabia era que seus pais já estavam organizando uma festa para ela naquele apartamento. Sem contar que o seu irmão tinha acabado de voltar de viagem dos Estados Unidos, sem que ela soubesse, com a intenção de prestigiar a conquista de mais aquela vitória na vida de sua irmã. Mas o que ela realmente não esperava naquele dia, era conseguir gravar uma conversa muito estranha entre o seu pai e o colega dele do congresso de Brasília, onde eles supostamente estavam conversando sobre os desvios de dinheiro que tinham feito anteriormente em uma campanha eleitoral. Qual é o tipo de conteúdo dessa gravação? Por que o seu pai está metido nessa sujeira de corrupção, se sempre tinha demonstrado um bom caráter na frente de seus filhos? Será que Laura vai ter coragem de entregar aquele áudio para a polícia federal, mesmo sabendo do risco que a sua família poderá vir a enfrentar diante da justiça? São essas as perguntas que irão irrigar o enredo central desses supostos segredos de família.
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Ágata estava novamente vivendo em aeroportos. Anotava os próximos passos de sua jornada em seu diário e depois fazia outros planos que preferia não escrever em lugar algum. Já tinha percorrido um longo caminho. Mas sua vida era um constante fluxo de ideias e pensamentos que tinham que ser colocadas logo em prática. Tinha medo que outras pessoas estivessem vivendo aqueles mesmos pesadelos que ela.
Não tinha a mínima ideia para onde iria. Queria apenas pegar um roteiro qualquer que à transformasse em outra pessoa depois que o avião pousasse.
Estava bem cansada daquele papel que ela tinha exercido com o passar dos anos. O ato de escrever e dar aulas tinham levado-a ao esgotamento físico e mental.
Andando pelo aeroporto viu um enorme mapa mundi estampado em uma parede de embarque, mas não queria ir à lugar nenhum. Queria morar em aeroportos para sempre. Gostava de ver o fluxo de pessoas indo e vindo almejando sempre à busca por informações de voo.
Os melhores lugares nos aeroportos eram as sessões reservadas, onde só a elite poderia entrar para comer e ver os noticiários do mundo em várias línguas. Mas para isso era preciso ter um cartão de crédito especial. Mas Ágata sempre arranjava uma maneira de entrar nesses locais para observar as pessoas falando sobre assuntos banais do cotidiano. Isso a ajudava à enfrentar seus problemas pessoais de não ter um lar fixo para morar, por exemplo.
Os cafés também eram excelentes locais para se estar. As pessoas normalmente entravam em filas para poder comer alguma coisa do caríssimo cardápio e isso à fazia muito feliz. Pois só de estar perto de alguns mochileiros, Ágata se sentia mais viva e dignia de continuar tendo aquela vida nômade de estrada.
Os mochileiros eram pessoas que lhe chamavam muito à atenção. Sempre estavam em busca de rotas que ninguém sabia que existiam. Conversavam livremente com qualquer tipo de pessoa sem nenhum tipo de preconceito pré-estabelecido. E assim, iam aos seus locais de destino e depois refaziam todo o percurso novamente, trazendo consigo, lembranças e relações que tinham construído com pessoas desconhecidas de sua família e amigos.
Eles criavam laços com os estranhos. Captavam suas experiências de vida e depois refaziam suas personas, tornando-as um pouco mais irreconhecíveis. Suas famílias e amigos, normalmente depois daquelas viagens malucas, já não mais o reconheciam. Parecia que eles tinham vindo de uma guerra desconhecida com eles mesmos. E assim, quando todos já tinham conhecimento sobre aquelas novas mudanças, deciciam partir novamente em busca de novos horizontes.
Ágata também se sentia assim, mas era mais caseira, mesmo não tendo mais um lar. Tinha vendido seu apartamento em Portugal e sua casa na Dinamarca. E agora vivia em aeroportos.Teve a grande ideia de comprar uma tenda e fazê-la de casa, mas teve que pedir autorização aos aeroportos para isso.
Com a licença em mãos, transitava por diversos aeroportos trocando seu dinheiro pela moeda local e imediatamante montava sua cabana para marcar território, mas as vezes tinha à impressão de que não estava indo para lugar algum. Mas ela preferia assim, dizia que seu lugar era nas fronterias dos países e logo, se tornou atração turística dos aeroportos mundo afora.
Pessoas tiravam fotos dela para exaltar aquele novo modelo à ser seguido e assim, mais e mais pessoas começaram a viver do mesmo jeito que ela. Vendiam seus pertences para morar em aeroportos. E o que antes era um lugar de passagem se tornou residência fixa, deixando-a muita confusa.
Pois aquele era o seu modo de vida e não um exemplo à ser seguido por massas sem opinião formada.
Como consequência, Ágata resolveu desmontar logo a sua cabana tendo que decidir para onde iria no mapa mundi. E escolheu o Polo Ártico para passar um tempo. Sabia que lá era muito frio, mas precisava ver se o seu corpo iria se adaptar aquelas temperaturas extremas.
Queria provar para si mesma que poderia sobreviver em qualquer ambiente inóspito. Só que dessa vez ninguém iria segui-lá mundo afora, pois em baixas temperaturas pessoas preferiam a reclusão de seus lares aquecidos com aquele aroma de chocolate quente ao invés de uma embarcação cheia de piratas e marinheiros de primeira viagem.
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Ágata começava a sentir falta de seu passado. Dos tempos onde as crianças brincavam nas ruas, se sujavam, faziam besteiras que não eram ditas aos seus pais. De tempos onde as telas não faziam parte do cotidiano dos adolescentes. Não se sabia, por exemplo, o que o seu ídolo estava fazendo à uma hora daquelas da madrugada.
Mas aí veio as redes sociais e tudo isso se perdeu. As pessoas acabavam descobrindo tudo uns dos outros, pois a grande maioria postava tudo naquelas plataformas. Foi-se embora à descoberta e à curiosidade, pois agora era só digitar o nome de qualquer pessoa naqueles aplicativos e assim, se veria tudo. O que ela tinha comido, bebido, namorado, casado ou por onde tinha viajado.
Ágata não via necessidade de ter aquilo em pleno século XXI, preferia descobrir algo lendo algum jornal de beira de estrada. Para quê descobrir tudo de seus ídolos?… Qual era a graça que isso tinha?… Era esse o motivo que dificilmente conseguia ler uma biografia até o final. Gostava de deixar aquilo encoberto. Odiava fofocas que não levavam à lugar nenhum. Preferia admirar algum músico, compositor ou escritor que quase ninguém conhecia pela imprensa, para manter à curiosidade sempre aguçada.
Hoje em dia, isso era totalmente diferente. Bastava alguém se destacar em algo que logo a imprensa corria para desvendar aquele enigma em um singela resenha de nota de rodapé de jornal. Qual era a graça nisso tudo?… O interessante no mundo dos artistas em geral, era o enigma e a magia de ser quem era.
Mas agora tudo isso tinha mudado. As pessoas se desinteressavam quase que no mesmo instante de se interessar por alguém antes de estudá-lo mais a fundo. Culpa da mídia?… Talvez.
Tudo nessa sociedade tinha se transformado no imediatismo. As pessoas queriam tudo para ontem sem apreciar a estrada que chegaria no local pretendido. Qual era a graça nisso tudo?…
A magia do artista foi destruído pela tecnologia de ponta. A inteligência artificial iria deixar todos os compositores e escritores para trás. E num mundo pós-apocalíptico, a arte seria reservada às máquinas, que saberiam dezenas de idiomas e com isso, reescreveriam a história da humanidade em hieróglifos pouco amigáveis.
Será que o mundo da arte estaria perdido para sempre?
Pensava Ágata até tarde da noite em sua cama. De uma maneira geral, o mundo estava mais preto no branco. Pois as cores eram dadas pela tecnologia, com filtros que faziam as pessoas não serem mais elas mesmas. Elas podiam ajeitar seus corpos imperfeitos, transformando-os em seres biônicos. Que valiam fortunas em cirurgias plásticas que levavam a assinatura do médico responsável por aquilo.
Isso não era vida. A arte de envelhecer estava se perdendo e junto com ela toda a sabedoria do mundo também. Todos ansiavam ir para a academia, malhar seus corpos vazios de conteúdo e postar suas fotos na internet que não significavam nada para ninguém.
Ágata sempre preferia as estradas. Tinha se encontrado na imensidão das rodovias inexploradas. Alguns até à reconheciam pelos seus feitos, mas logo em seguida, preferiam ficar com suas cabeças enfurnadas naquelas telas que nada diziam por horas à fio.
Ágata não se importava com aquela nova vida que era vendida através de telas de celulares. Preferia tomar conta de seus próprios interesses, mas sabia que aquilo um dia iria matar várias pessoas de esgotamento mental. E foi o que aconteceu em alguns meses depois.
Acabou lendo aquela notícia estampada nos jornais, enquanto estava pedindo carona no acostamento de alguma estrada, que mal à aceitavam como indigente.
A grande questão em sua vida agora era qual caminho teria que seguir, a partir daquele instante. Ela confessava em seus diários que estava perdida desde à mocidade e que nunca teve a privilégio de se encontrar. Mas vendo o estado atual da sociedade logo percebeu que a maioria estava no mesmo barco do que o dela. Porém, a maior parte delas preferia levar seus amados celulares para dentro do túmulo, enquanto ela preferia roupas simples e tênis.
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Ágata via seus alunos se destacando em diversas areas mundo afora. Lia nos jornais seus feitos que à deixavam muito orgulhosa. Até parecia que tinha sido ela quem tinha conquistado algumas honrarias de estado. Estava em paz consigo mesma. Deixando que fosse apenas uma coadjuvante no círculo da história.
Não tinha mais ambições. Estava esgotada por ter conseguido tudo o que sempre quiz, o tão sonhado anomimato.
Ainda continuava dando aulas na escola dinamarquesa. Explicava aos seus novos alunos o que os antigos estavam fazendo de importante no novo mundo. Trazendo consigo alguns recortes de jornais, que eram lidos com muita atenção e carinho.
As criancas começavam a desejar à fase adulta. Queriam que a adolescência passasse rápido. Mas Ágata explicava que todas as fases do desenvolvimento eram importantes para cada integração física. E assim, se voltavam com muita impaciência para os seus mundinhos cheios de desenhos rabiscados nas paredes de suas casas.
No conselho de classe todos os pais queriam falar com Ágata, mas ela não dava importância aquilo. Pois sabia que todos tinham seus caminhos cheios de percalços para desviar e muitas vezes até mesmo enfrentar.
Seus alunos voltavam para casa cheios de planos para o futuro. Diziam que queriam ser astrônomos, arqueólogos, astronautas, designer’s para a tecnologia vindoura e quem sabe até inventores de alguma inteligência artificial que substituisse o trabalho escravo de algumas marcas de luxo.
Todos deixavam suas famílias malucas. E quando os pais queriam falar com a professora responsável por aquela desordem, a diretora acabava despintado-a, pois sabia que aquilo no futuro iria dar frutos para a reputação da escola. Quem sabe alguém saindo em alguma capa importante do Time ou quem sabe do The New York Times talvez.
Ágata sempre saia impune. Pois ninguém queria se meter com aquele espírito livre e desordeiro. E assim, continuava seu trabalho de ensinar a arte da deserção.
Seus alunos anotavam no calendário quando teriam outra aula de sua professora favorita. Tinham ânsia por seu conhecimento, pois sabiam que iriam precisar deles para enfrentar aquele mundo avesso à gentilezas e carinhos.
Os novos se transformaram em antigos e logo veio a formatura da turma. Ágata, é claro, foi escolhida para ser paraninfa daquela pequena comunidade. E assim, acabou fazendo um lindo discurso na cerimônia de encerramento daquele ano, onde todos, sem excessão, acabaram chorando por ver seus filhos e filhas crescidas e prontas para enfrentar todas as adversidades que o mundo pudesse depositar em seus ventres.
Ágata começou a fazer pequenas colagens dos feitos de seus ex-alunos em seu escritório particular. Emoldurava cada artigo de jornal que saia na imprensa local e internacional. Confessava que muitas das vezes, até chorava de emoção.
Uns se transformaram em grandes empresários filantrópicos, outros em grandes médicos de zonas de guerra. Poetas e escritores tiveram poucos em seu currículo. Alegavam que preferiam à pratica do que a teoria literária. Mas quando era preciso mostravam a maldade do mundo em crônicas, contos e romances que imediatamente se transformavam em Best-Sellers. Diziam que não queriam mais ter que enfrentar aquelas situações desagradáveis, mas no mundo da arte era preciso enfrentá-las para que a esperança pudesse trazer a união dos povos contra qualquer tipo de injustiça novamente.
E assim, os anos foram se passando e o mundo foi se esquecendo dos feitos de Ágata. Seus livros já mofavam nas livrarias para que desse lugar as novas mentes mais prolíficas. Mas mesmo assim, ela gostava de recordar à sua mocidade. Tinha viajado pelas estradas do mundo à procura de algo estavél e no fim, tinha econtrado um pequeno país para filosofar sobre a vida.
Talvez a vida realmente não fosse mesmo planejada pelo todo poderoso. Caberia à nós construir às estradas e rodovias do nosso próprio mundo exterior e interior.
E no fim, era isso o que mais importava.
Já estava na hora de pegar à estrada novamente.
Pensava Ágata quando o período letivo de sua turma acabou e seu trabalho enfim, se encerrou sem que pudessem se despedir dela ou fazer qualquer tipo de confraternização.
Ágata era assim, não gostava de despedidas. Colocava tudo de essencial em sua mala e trancava à sua porta para que pudesse ser aberta em outro país que à contemplasse como ela era: uma simples forasteira sem pátria.
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Ágata não queria mais pegar em armas para fazer revoluções. Em alguns momentos acreditava que tinha ido longe demais com tudo aquilo. Mas o passado tinha que ficar no passado. Agora era uma pessoa procurada no mundo todo. Trocou um pouco de visual novamente, pintando o seu cabelo de azul. Os dinamarqueses acharam aquilo um pouco exótico e estranho, mas se ela estava feliz com aquele visual era isso que importava, pensava alguns eles.
A grande pergunta que ficava em sua cabeça era a seguinte: Se ela tivesse ficado só no campo da escrita será que aconteceria aqueles revoluções todas no mundo?… Talvez sim, talves não, Mas quem aqui iria lhe dizer sobre isso? Ninguém!
O mundo agora parecia estar mais seguro com todas aquelas mortes ocasionadas por seu pessoal. A democracia imperava novamente, pois os seus mercenários fizeram questão de devolver o poder para o povo. Mas Ágata estava diferente agora. Tinha percorrido uma grande jornada e não sabia ao certo se poderia manter sua arte viva, depois que teve que surjar as suas mãos com o sangue de ditadores.
A Dinamarca era um local prazeroso de se estar. Dava para levar uma vida tranquila e sossegada no meio de todos aqueles livros em idiomas diferentes. Tendo em vista que as escolas de lá ensinavam seus alunos a dominar a maior quantidade de idiomas possíveis para que pudessem se virar no futuro. Ou seja, preparavam suas crianças para as desventuras que podessem vir à enfrentar na vida. E isso Ágata achava fabuloso.
Já pensou vir à enfrentar problemas em Alemão, Inglês, Francês, Italiano ou até mesmo em Espanhol?… Seria um desafio. Ter que solucionar os problemas no próprio dialeto local. Já pensou em como seria isso?
Ágata logo se candidatou à uma vaga na catedra de português em uma escola local. Os dinamarqueses queriam muito saber sobre a vida em Portugal, no Brasil e na África do Sul também. Mas Ágata só teve a oportunidade de estar em dois desse locais, pois o último, ela teve que inventar tudo de cabeça. Mas não viu problema nenhum em ter que mentir sobre a África do Sul. Pois a literatura à ajudava com isso. Na arte de mentir para ter que sobreviver ao caos da fome e das guerras sem sentido que aconteciam na África do Sul. Então foi fácil construir uma mitologia sobre aquele país dos leopardos.
Depois de algumas semanas Ágata já estava bem adaptada. Falava bem o inglês novamente. Mas tentava só se comunicar em português com as crianças. E elas por sua vez já estavam bem fluentes no idioma, e depois que foram mudando de fase, logo entraram na vida adulta querendo trabalhar no Médico sem fronterias para que pudessem ajudar os países mais desfavorecidos. E isso criou um problemão na Dinamarca. Pois as famílias desses novos adultos não estavam preparados para ver seus filhos fora da linha europeia. Mas não teve jeito. Aquela turma que Ágata acompanhou até a fase adulta, acabou migrando para os países com menor poder financeiro, para desespero de suas famílias abastadas, que nunca tiveram que ver à pobreza mais de perto.
A escola em que Ágata era professora logo teve atenção dos noticiários mundo afora. Mas ela não estava preocupada com isso. Tinha abandonado para sempre a guerra armada para enfrentar uma outra. Ela agora ansiava em exportar mão de obra cada vez mais qualificada para os países mais pobres. E assim, aquela escola acabou sendo reconhecida por seus planos pedagógicos, onde a maioria dos catedráticos mundo afora, disputavam com unhas e dentes, por uma vaga que dificilmente era cedida sem qualificações extra curriculares.
Ágata acabou sendo diretora da escola dinamarquesa. E ganhou o Global Teacher Prize, considerado o Prêmio Nobel de Educação, por seus serviços prestados de forma inteiramente gratuita ao mundo.
Dizia que só precisava de comida e de um canto para morar, mas se também tivesse bastantes livros em volta para que ela pudesse nutrir o seu espírito ela não iria reclamar em hipótese alguma.
Sua casa na Dinamarca era modesta. Era tudo integrado para economizar espaço. A cozinha era a sala que era o quarto e por fim se transformava em um modesto banheiro. Seus livros ficavam no meio disso tudo. Desde poesias celtas até mitologias nórdicas. Sua desenvoltura com os idiomas estava em outro patamar agora. Pois Ágata já era reconhecida como uma políglota ambulante, mas desde que tinha fixado sua residência na Dinamarca, isso já estava em outro nível. Pois agora queria aprender inglês médio e antigo. E isso acabava ocupando a maior parte de seu tempo livre. Mais aos poucos, estava progredindo.
Ela ainda sentia saudades de Portugal. Dos cafés acolhedores e dos amigos e colegas que tinha feito na redação do jornal e nas Universidades em que dava aulas e palestras. Mas aquilo também tinha ficado para trás. Ela tinha guardado todas aquelas memórias e lembranças em sua mente e de alguma maneira estava tentando pintar um quadro novo e mais sofisticado.
Ninguém poderia dizer se sua vida tinha realmente valido à pena. Mas só de olhar os seus alunos progredindo, com ideias revolucionárias que levavam para a casa, para estudar ou delirar já valia todo o seu esforço.
E ela estava gostando de ser uma professora novamente. Corrigia diversas provas que à lembravam do tempo em que estava em Portugal, mas não tinha coragem de reprovar ninguém por suas tarefas. Achava isso hipócrita demais. E assim, ela mesma escrevia a resposta certa para os seus alunos mais problemáticos e dizia-lhes para não falarem com os seus responsáveis.
Ágata gostava de cuidar de seus alunos como se fossem seus filhos. Ensinava-lhes diversas correntes filosóficas que eles sozinhos em casa estudavam até tarde da noite. Deixando seus responsáveis um pouco preocupados com aquela enxurrada de teórias filosóficas que ensinavam o caminho para os mais libertários. Mas no fim, ela sabia que estava educando futuros antropológos, filósofos, poetas e artistas que iriam transformar o futuro em presente e em presente o futuro.
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Ágata tinha desembarcado na Rússia primeiro à espera de seus mercenários. Pois o desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha se aproximava, e assim, era uma ótima chance de acabar com a vida do presidente russo.
O dia era 9 de maio de 2025, onde era celebrado o 80° aniversário da vitória da União Soviética em cima da Alemanha Nazista de Hitler. O presidente da Rússia jamais perdia a oportunidade de enfatizar em algumas entrevistas mundo afora, que tinham sido eles os grandes responsáveis pelo fim da 2° Guerra Mundial e em alguns aspectos, não estava totalmente errado. Já que os Estados Unidos demoraram alguns anos até que aceitassem a missão de supostamente salvar a humanidade das mãos da Gestapo de Hitler.
Todos tiveram à sua culpa em tentar reorganizar o mapa mundial depois da 2° Guerra Mundial. Mas é claro que Churchill, Stalin e Roosevelt adoraram brincar de reis do mundo numa sala repleta de mapas em Yalta, na Crimeia.
O atual presidente da Rússia estava com um certo medo de aparecer em público depois da morte de seu amigo nos Estados Unidos. Pois ainda não tinham encontrado os responsáveis por aquele ataque terrorista na América. Mas sua inteligência do Kremlin estava mais bem preparada para aquele tipo de desfile presidencial, e logo, tratou-o de colocá-lo em um carro blindado e totalmente fechado onde só era permitido colocar as suas mãos para fora em sinal de respeito pelo dia que tinha redefinido as novas potências mundiais.
Ágata acompanhou tudo pelos noticiários naquela manhã. Traçou novos planos com os seus mercenários e resolveu bolar um plano onde o presidente da Rússia seria sequestrado e depois morto em cativeiro.
No dia do plano todos estavam um pouco tensos, mas nada que aquela equipe não estivesse preparada para fazer com total maestria. E assim, bem no ato de sequestrá-lo, Ágata acabou sendo pega em flagante e imediatamente foi mandada para a prisão IK-3 na Sibéria, onde Alexei Navalny algum tempo antes, também tinha ficado para ser morto de forma muito misteriosa em uma caminhada ao ar livre, depois de ter comido algo envenenado na prisão.
Os mercenários de Ágata logo traçaram um plano para tirar à sua líder dali, pois sabiam que ela poderia morrer à qualquer momento. E assim, conseguiram tirá-la de lá à salva e sem nenhum arranhão ou maus tratos aparentes.
A fulga foi difícil, pois os mercenários tiveram que matar toda a equipe da prisão sem deixar rastros para possíveis emboscadas no futuro.
Mas Ágata ainda mantinha como objetivo principal de sua vida matar o presidente da Rússia, mas depois descobriu que os seus mercenários ficaram encarregados do serviço e exterminaram logo ele depois que ela tinha sido colocada naquela prisão nefasta.
Ágata ficou revoltada com aquilo, pois ela queria sujar as suas mãos novamente com sangue de ditadores. Mas não foi assim que o destino quiz e ela teve que entender aquilo. Mas depois de um certo tempo, ela entendeu pelos noticiários de sua fulga, que aquele ato de morte tinha sido colocado nas costas de seus mercenários, então era como se ela também o tivesse matado enquanto estava na prisão.
O mundo agora estava respirando um ar mais puro e democrático, sem que os ditadores ficassem no poder por pelo menos 26 anos, como era o caso do presidente russo, que tinha mudado até as legislações do país, visando sua própria permanência no poder.
Ágata depois de todos aqueles eventos, decidiu extinguir o seu grupo de mercenários acabando com a sociedade dos irmãos e irmãs de guerra mundo afora. Deu baixa como Marechal principal e se auto exilou na Dinamarca – onde seus colegas de jornalismo diziam – que tinham os mais altos índices de felicidade do mundo. Pois talvez precisasse encontrar à tão sonhada felicidade novamente. Que por lá tinha outro nome: Hygge, que nada mais era do que a busca de uma vida que valorizava o conforto, o aconchego e a celebração dos prazeres simples da vida e talvez ela precisasse disso novamente.
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Ágata estava insegura de ter que fazer aquilo com os seus mercenários. Mais com os tarifaços que Donald Trump impôs ao mundo, o único jeito era matá-lo, para que assim, a democracia pudesse respirar sem o auxílio de aparelhos médicos.
A tarefa era muito difícil, pois o principal governante do mundo sempre andava muito bem escoltado. Mas nada era impossível para os mercenários que tinham vencido as guerras para a Ucrânia e para a Palestina também.
Assim, tudo foi esquematizado. Ágata seria a responsável pelo tiro certeiro na cabeça. E para que isso desse certo, treinou exaustivamente com os principais atiradores de elite do mundo. E no final do treinamento, estava mais segura de suas consequências se por acaso, aquile plano viesse à dar errado.
Ela revisou onde iria dar o tiro em Washington D.C com os seus supervisores e recapitulava suas ações como se fosse um mantra budista.
Ela dessa vez não poderia negar, mas estava mais nervosa do que o habitual, pois sabia de todas as consequências caso algo saísse fora de seus padrões de qualidade. Mas não tinha jeito. Donald Trump precisava morrer. E esse era o preço à pagar.
Ou ela teria uma pena de morte horrenda ou os Estados Unidos nunca mais teriam a oportunidade de reconstruir uma democracia forte e estável novamente. E assim, o dia do plano tinha chegado no calendário, onde as famílias norte-americanas se reuniam para acompanhar na televisão o grande desfile do dia de ação de graças, onde o presidente iria desfilar em um carro aberto ao lado de sua linda esposa Melania Trump.
Ágata estava no outro lado da rua na sacada, em um prédio alto e bem vistoso. Limpava a sua arma como se estivesse alisando a pelagem de um cachorro de raça irlandês. E assim, esperou… esperou e esperou, até que o carro presidencial apareceu e ela não perdeu a oportunidade de mirar na cabeça do lindo casal. Até hoje ela lembra de como estavam vestidos. O senhor Donald Trump estava com um sobretudo preto enquanto sua esposa, a senhora Melania Trump estava usando um vestido branco bem longo como se fosse casar pela segunda vez com a nação. E assim, se deteve um pouco, antes que o alvo transpasasse pela cabeça de Melania e de Trump, ao mesmo tempo, com apenas um tiro certeiro.
A inteligência americana não estava acreditando naquilo. Os cavalos do desfile relincharam, enquanto o motorista do veículo presidencial rapidamente parou o carro para ver se seus passageiros estavam bem, mas instantaneamente soltou um berro aterrorizante que acabou sendo captado pelas emissoras internacionais que estavam ali para fazer aquela cobertura histórica do mundo depois do tarifaço de Donald Trump contra o mundo.
Sem dúvida nenhuma, aquele seria considerado o tiro mais famoso da história, ultrapassando de longe o que matou John F. Kennedy, mas com uma diferença, ninguém iria colocar o nome em nenhum lugar dos Estados Unidos, para homenagear Donald Trump. Muito menos fazer qualquer tipo de escultura para realçar os seus feitos desastrosos como líder à ser seguido.
A imprensa logo descobriu quem tinha feito aquilo e Ágata teve que viver para sempre em estado de alerta. Pois a imprensa tinha identificado a arma que tinha disparado o certeiro tiro na cabeça do casal à paisana. E era uma antiga AK-47 da época da União Soviética, que muitos diziam ser de Ágata, pois tinha até o seu nome inscrito com iniciais maiúsculas nela.
Mas Ágata não estava preocupada com aquela perseguição descabível. Pois tinha mudado a cor do seu cabelo para ruivo, pois o seu próximo objetivo era matar o presidente da Rússia Vladimir Putin. Mas para isso, teria que esperar a poeira abaixar mais um pouco, pois agora todos os líderes do mundo estavam com medo de que fossem os próximos alvos à serem abatidos por Ágata, e assim, todos acabaram reforçando suas proteções pessoais, deixando o seu trabalho cada vez mais difícil.
Os mercenários de Ágata comemoram muito aquelas mortes. Mais alguns disseram em reuniões que ela não precisava ter matado a sua esposa também, mais cada um sabia das consequências que teriam que lidar a partir de agora, então…
Ágata agora era dada como procurada em todo o mundo. Interpol, CIA e FBI à procuravam como se ela fosse um pote enorme de ouro e diamentes, que traria mais admiração e respeito pelo orgão que à capturasse viva e não morta como muitos queriam.
Os Estados Unidos depois que o seu presidente veio à óbito junto com a sua parceira de crimes federais, voltou à ficar nas mãos dos Democratas de plantão que acharam aquele plano magnífico para conseguirem reentrar no poder novamente. E assim, Michele Obama e Viola Davis assumiram de maneira provisória, os cargos principais daquele país em reconstrução, até que encontrassem alguém mais qualificado que elas.
Enquanto isso, os mercenários de Ágata voavam com passaportes falsos até a Rússia, para o próximo passo.
Ágata já tinha hackeado a inteligência do Kremlin na Rússia para saber todos os passos do presidente Russo Vladimir Putin. Para que assim, seus mercenários pudessem traçar um plano de matá-lo o quanto antes.
E assim, decidiu esperar a sua equipe antes que pudesse fazer algo sem pensar. Enquanto à mídia se deliciava com a repercussão da morte do presidente norte-americano, estampando em seus jornais, os corpos putrefados do casal em plena praça pública para ser linchado. Lembrando a pós morte de Benito Mussolini na 2° Guerra Mundial.