The great challenge for the presidential election year in Brazil was to manipulate public opinion, Oscar reflected as he boarded his private jet heading to the GlobalNews headquarters in São Paulo.His children, as usual, were already waiting for him at the company headquarters to discuss some journalistic approaches they could take in the news and newspapers to ensure their father’s great desire could be fulfilled quickly, especially since everyone was supporting the far-right. In the meeting room, everyone discussed marketing strategies they could apply to influence society in their choice of candidates. If the far-right won, Oscar’s family would secure several government agreements that would help them grow even more.And that’s exactly what happened when they organized several electronic voting machines that granted votes to the far-right if someone voted for the far-left. In the end, the right won by a comfortable margin, generating numerous protests across Brazil.But Oscar’s children didn’t care; they all wanted to satisfy the desires of the CEO and founder of the company. Even though this left the employees of GlobalNews quite unhappy with the results, as the vast majority knew that this outcome was incriminating and extremely harmful to the country itself.Emanuel and Samuel were very pleased with the results, but Paloma was more ethical and very concerned about the direction Brazil would take with such an authoritarian figure in power. In the end, she yielded to the company’s celebrations because it would bring her more money than if the left had come to power.Immediately after the first speech to the nation, the president called Oscar’s children to congratulate them on the excellent work. However, everyone thought he was a complete fool and that they had only done it to secure more funding for their network and nothing more.Some employees learned about the company’s manipulation strategy, but who would file a lawsuit with a lawyer to report them? That’s right! Absolutely no one.Oscar’s children were not very well-liked within the company; but who cared since they were the heirs of a multimillionaire? They were all used to giving orders as if they were choosing the best clothes for each occasion. They had various advisors who did everything within their reach, and many said the family’s security system was much better than that of the President of the United States.Oscar had a fortune that never left the list of the 10 richest people in the world, according to Forbes. This gave them considerable influence in the business sector, even choosing the country’s president without any competition of equal stature.Consequently, every communication company created in the country was sold to GlobalNews for a price that any novice CEO would sell without thinking twice. However, there was a problem with all this. Their streaming service was terrible. It took a long time to load even if the person had excellent internet. So, they discovered a hacker who could make all their media content load faster for the audience that opted to watch the news through the mobile app. They decided to hire him for a completely high fee to resolve the loading issue.Later, the magnate’s family discovered that the famous hacker also owned a technology company, and they immediately decided to buy it, claiming to the press that they did not like competition in their field.Months passed, and GlobalNews had no more problems with its news apps. Most Brazilians said they relied on that newspaper, which projected the image that luxury and power were the best things capitalism had invented since the emergence of the monarchy. Many struggled to survive, while others simply reaped all the profits that inequality could provide for the ever-wealthier class.
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O grande desafio para o ano da eleição presidencial no Brasil era conseguir manipular a opinião pública, refletia sobre aquilo Oscar, enquanto pegava o seu jatinho particular com destino a sede da GlobalNews em São Paulo.
Seus filhos como de costume, já estavam lhe esperando na sede da empresa, para discutir algumas abordagens jornalísticas que eles poderiam fazer nos noticiários e nos jornais, para que o grande desejo do seu pai pudesse se realizar rapidamente. Tendo em vista que todos estavam apoiando a extrema direita.
Na sala de reunião todos discutiam sobre as estratégias de marketing que poderiam aplicar para que a sociedade se influenciasse na escolha de seus candidatos. Pois caso a extrema direita ganhasse, a família de Oscar conseguiria vários acordos governamentais que lhes ajudariam a crescer ainda mais.
E foi exatamente o que aconteceu, quando eles organizaram diversas urnas eletrônicas que concediam votos à extrema direita caso alguém votasse na extrema esquerda, e assim, no final das eleições, a direita acabou ganhando com uma margem bem folgada de vantagem, gerando diversos protestos ao redor do Brasil.
Mas os filhos de Oscar não se importavam com isso, pois todos queriam satisfazer as vontades do CEO e fundador da empresa. Mesmo que para isso, todos os funcionários da GlobalNews ficassem bem tristes com os resultados, pois a grande maioria sabia que aquele resultado era incriminatório e extremamente prejudicial ao próprio país.
Emanuel e Samuel estavam muito satisfeitos com os resultados, mas Paloma era mais ética e estava muito preocupada com os rumos que o Brasil iria tomar com uma figura autoritária como aquela no poder. Mas no fim, acabou cedendo as comemorações da empresa, pois aquilo lhe traria mais dinheiro do que se a esquerda tivesse subido ao poder.
O presidente imediatamente depois do primeiro discurso à nação, ligou para os filhos de Oscar lhes parabenizando pelo excelente trabalho. Mas todos achavam ele era um completo idiota e só tinham feito aquilo para ganharem mais verba para a sua emissora e nada mais.
Alguns funcionários souberam da estratégia de manipulação da empresa; mas quem iria formular um processo com um advogado para denunciá-los? Pois é! Absolutamente ninguém.
Os filhos de Oscar não eram muito queridos dentro da empresa; mas quem se importava com aquilo já que eles eram os herdeiros do multimilionário?
Todos estavam acostumados a mandar e a desmandar como se estivessem escolhendo as melhores roupas para cada ocasião. Eles tinham diversos assessores que faziam tudo o que estava ao alcance deles e muitos diziam que o esquema de segurança da família era bem melhor do que à do próprio presidente dos Estados Unidos.
Oscar tinha uma fortuna que jamais saia da lista das 10 pessoas mais ricas do mundo, de acordo com a Forbes. E isso fazia com que eles tivessem muito influência no ramo dos negócios. Escolhendo até o presidente do país, sem que houvesse nenhuma concorrência da mesma altura.
Consequentemente, toda empresa de comunicação que se criava no país era vendida para a GlobalNews por um valor que qualquer CEO iniciante venderia sem pensar duas vezes. Só que tinha um problema em tudo isso. O serviço de streaming deles era horrível. Demorava para carregar mesmo que a pessoa tivesse uma excelente internet. E assim, eles descobriram um hacker que poderia fazer com que todo o conteúdo de mídia deles fosse mais rápido para o público que optava em assistir aos noticiários pelo aplicativo do celular. E assim, resolveram contratá-lo por uma cifra totalmente alta para que ele pudesse resolver o problema de carregamento.
Mais tarde, a família do magnata descobriu que o famoso hacker também tinha uma empresa de tecnologia, mas imediatamente decidiram comprá-la, alegando para a imprensa que não gostavam de concorrência em sua área.
Passaram-se alguns meses e a GlobalNews não tinha mais nenhum problema em seus aplicativos de notícias. E a maioria dos brasileiros dizia se informar com aquele jornal que passava a imagem de que o luxo e o poder eram as melhores coisas que o capitalismo tinha inventado desde o surgimento da monarquia. Onde muitos se esforçavam para sobreviver, enquanto outros, simplesmente recebiam todos os lucros que a desigualdade era capaz de proporcionar para a classe sempre mais abastada.
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Construir uma empresa do zero não era uma tarefa fácil. Pois a obsessão poderia matar qualquer um que se atrevesse a tentar ser um bom empreendedor ainda mais no Brasil, que privilegiava os empregados ao máximo, dando-lhes diversos auxílios além do salário fixo.
Oscar sabia muito bem disso quando criou a sua empresa de noticiários, chamada GlobalNews, onde além de alguns canais de televisão que dsiscutiam e debatiam sobre a política nacional e internacional, ainda tinha um jornal diário onde as pessoas também poderiam se informar facilmente com uma assinatura mensal ou comprando algum exemplar avulso nas bancas de jornais espalhadas pelo Brasil afora.
Seus três filhos; Emanuel, Samuel e Paloma trabalhavam na empresa do pai como representantes da família no conselho dos canais de televisão e do jornal também. Mas Oscar achava eles bem idiotas para fazer o que ele fazia como CEO e por isso tentava ensinar-lhes diariamente as táticas mais promissoras dos negócios, mas dificilmente o resultado era positivo para o ambiente familiar.
Emanuel e Samuel ficavam encarregados dos noticiários, enquanto Paloma era a responsável sênior pelo jornal diário. Oscar queria sempre estar na frente da concorrência dando os primeiros furos jornalísticos antes de qualquer outra emissora ou jornal de outra região. E assim, quase nunca tirava férias com a família, que era uma verdadeira máquina de trabalhar.
Oscar era separado de Milena há muitos anos, mãe de seus três filhos e uma das principais acionistas da empresa da família também. Mas dificilmente ela aparecia na empresa para ver como andavam os negócios, e assim, ficava tudo em cima deles, como de costume.
A GlobalNews atualmente estava querendo adquirir toda a concorrência para que assim, se criasse um monopólio bem solidificado. Oscar nas últimas semanas, estava bem apreensivo com as rodadas de negociações, pois os diversos acordos já estavam bem avançados. Mas os seus filhos queriam logo fechar aqueles acordos que dariam para a empresa da família o livre acesso de manipulação das massas em seus canais de comunicação com a sociedade brasileira.
Pois o mundo era assim mesmo. Quem detinha mais dinheiro estava apto a comprar outras empresas, para que assim, pudessem escolher prefeitos, governadores, vereadores e até mesmo presidentes que poderiam ajudar essas empresas privadas com subornos que à levariam a controlar a opinião pública com os debates que pudessem estar acontecendo no congresso e no senado de Brasília também.
As redes sociais tinham um papel central nesse sistema de desinformação. E Oscar sabia muito bem disso, tendo em vista que ele queria muito manipular a opinião pública à favor de sua empresa, sempre que possível é claro.
Emanuel, Samuel e Paloma na última rodada de negociações conseguiram comprar toda a concorrência com suas atitudes enfáticas que foram ensinadas pelo pai. Suas posturas agressivas fizeram com que o inimigo se sentisse no dever de vender suas próprias empresas antes que alguém pudesse fazer alguma coisa com as suas respectivas famílias. E assim, no fim, a GlobalNews detinha 99% da opinião pública com aqueles noticiários que mais pareciam uma lavagem cerebral do que propriamente algo do que se informar pela noite depois de um longo e exaustivo dia de trabalho.
Oscar fez uma festa onde foram somente pessoas importantes e de influência na sociedade, onde os influenciadores não tiveram voz alguma, pois a família menosprezava aquelas pessoas que só sabiam ficar na frente de seus celulares rebolando e mostrando o corpo para os seus seguidores que não tinham nada na cabeça. Por isso os hackers de plantão e a cúpula da tecnologia era muito bem vinda na festa que tinha tudo para que os mais geniais pudessem fazer novos contatos no ramo dos negócios ilícitos.
A GlobalNews conseguiu financiamento das maiores redes sociais do mundo que controlavam a opinião pública com anúncios dos partidos que eram mais interessantes para que o povo pudesse se filiar e assim, eleger novos representantes que apoiassem apenas a classe empresarial, deixando à impressão de que estavam no caminho certo.
Mais no fim, Oscar só queria mais influência mesmo. Pois sua família sabia muito bem que eles agora eram pessoas bem especiais e que a partir daquele momento, todos os futuros presidentes da nação teriam que ter o apoio deles caso quisessem ter o poder de governar uma nação ditatorial que tinha quebrado todos os valores democráticos de direito que uma pessoa adquiri quando nasce e quando felizmente morre.
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Pamela já morava há bastante tempo em Edimburgo, capital da Escócia. Seus pais insistiam em lhes dizer para morar em um outro lugar onde o mundo acontecia, mas ela preferia a sua qualidade de vida, onde ela ia trabalhar às dez horas da manhã e voltava às cinco da tarde. Em qual outro lugar isso aconteceria? Era exatamente essa a questão.
Herdeira do banco mundial, Pamela alegava que não queria viver igual aos americanos, que se pudessem, com toda a certeza, iriam trabalhar até em dias santos para louvar o seu imbatível capitalismo. Já na europa, isso era inteiramente diferente, pois por aqui, a estrutura governamental priorizava o lazer e o tempo passado em família. Muito diferente de Nova York por exemplo, que ensinava aos estudiosos da bolsa de valores que o lucro e a perda não tinham hora para acontecer.
Pamela gostava de ter hobbies. Ela pintava, desenhava e escrevia suas poesias em diversas línguas e acabava colocando-as em seu site pessoal que quase ninguém no mundo se sentia motivado à lê-las. Mas mesmo assim, ela se mantinha motivada à nunca parar de ser criativa com a sua ociosidade que Edimburgo lhe proporcionava. Pois ela amava aquela cidade onde tudo começava cedo demais e terminava antes do previsto.
Em Edimburgo quase todos os dias estavam nublados e frios, mas mesmo assim, ela gostava de frequentar aqueles pubs aconchegantes com luzes amarelas que deixavam o ambiente mais quente e acolhedor também. As vezes era difícil entender o que algumas pessoas falavam, mas depois de algum esforço, você conseguia entender perfeitamente.
Quase todos os dias, Pamela falava com o seus pais sobre a bolsa de valores, pois ela preferia trabalhar remotamente e dificilmente aparecia em Nova York ou em Washington D.C. para vê-los. Mas quando saia de férias ela passava alguns dias no apartamento deles em Manhattan. Eles aproveitavam a grande oportunidade e diziam para o conselho do Banco Mundial, que ficava em Washington D.C. que Pamela iria herdar todas as responsabilidades deles, quando eles viessem a falecer. Mas Pamela não se sentia preparada para ser CEO do Banco Mundial, pois sempre achava que precisava acumular mais experiência. Por isso, sempre buscava especializações em sua área nas férias de trabalho. Mas nunca achava que eram o suficiente.
Seus pais lhe diziam que com o tempo ela iria acabar pegando o jeito. E assim, ela resolveu repentinamente se mudar para Nova York de forma definitiva. Vendeu o seu apartamento em Edimburgo e se despediu de seus amigos que nunca mais veria novamente por causa de seu trabalho excruciante.
Porém, já nas primeiras semanas em Nova York, Pamela já soube que não iria dar conta daquela carga de trabalho americanizada, onde seus superiores lhe pediam relatórios bem detalhados aos finais de semana, deixando-a à beira do colapso mental. Pois nos Estados Unidos, as pessoas estavam acostumadas a trabalhar sem parar; bem diferente dos padrões europeus de bem estar físicos e mentais.
Pamela conseguiu encaixar em sua agenda já apertada, uma hora por semana com uma terapeuta que também trabalhava aos finais de semana – o que não era surpresa – e assim, aos poucos foi aumentando a sua carga de trabalho até que em alguns meses, já estava fazendo aquilo em modo automático, sem pensar e muito menos sentir as consequências daquilo em sua vida particular.
Quando se adaptou a nova rotina de trabalho, dispensou os cuidados de sua terapeuta e assim, aos poucos, foi perdendo o prazer pelo lazer e os hobbies que tinha alegando que aquilo só servia para passar o tempo da ociosidade.
Seus pais ficaram super felizes com o amadurecimento de sua única filha, e assim, resolveram se aposentar definitivamente, deixando-a no cargo deles. Pamela abraçou aquela oportunidade e passou a não tirar mais férias. Pois preferia estar sempre pronta à estudar os gráficos da bolsa de valores, para ver se algum país iria entrar em recessão econômica e assim, alertá-los quando a castástrofe pudesse aparecer de maneira inesperada.
Pamela se mudou para Washington D.C. onde era a sede do Banco Mundial, e assim, a cada quatro anos via bem de perto a dança das cadeiras para ver quem iria comandar a nação mais poderosa do mundo. Fazia acordos às escondidas, sempre pensando no bem estar da bolsa de valores, que às vezes, diminuía os valores das ações de alguma determinada empresa de tecnologia que pudesse estar passando por alguma crise institucional.
Mas a maior crise que Pamela presenciou foi a dela mesma, onde depois de ter ficado dez anos sem descansar acabou sendo diagnosticada com câncer no pâncreas, mesmo sendo vegetariana e não comendo nenhum tipo de gordura. Os médicos lhe disseram para seguir o tratamento à risca. Mas como sempre tinha sido muito rebelde, preferiu sair de férias com a sua única família.
Seus pais passaram ótimos momentos com ela, mas o mais difícil foi vê-la perdendo os cabelos e o peso também. Suas últimas palavras foram de arrependimento, pois se ela não tivesse seguido o sonho dos pais, talvez ainda estivesse viva dedicando o seu tempo com os hobbies que inventava dentro de casa, mas por outro lado, deixaria de ter vivido ao extremo para alcançar o bem estar que somente aqueles que trabalham com o que gostam sentem e afirmam em dizer que preferiam ser lembrados como artistas e artífices de seu próprio tempo.
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Ítalo tinha cuidado dos pais até o obituário de ambos. Era essa a sua função? Perguntavam alguns nos bares da cidade. Pois ele sempre tinha se anulado a vida inteira. Mas agora era hora de cuidar de si. Por isso, resolveu empacotar a biblioteca dos seus pais em que rotineiramente vivia de cabeça baixa, se passando por aqueles montes de personagens sem sentido algum.
A universidade local veio até a sua casa e levou tudo para que outros estudantes também pudessem beber naquela sabedoria empacotada e que momentaneamente, também estava sem uma estante que pudessem acolhe-los de uma melhor forma, como somente um lar era capaz de fazer.
Assim, logo na sequência daqueles fatos, Ítalo decidiu ir até uma imobiliária com a intenção de colocar a sua única casa à venda. Ele estava planejando viajar com o dinheiro que ganharia com aquilo. E para a sua surpresa, vendeu-a rapidamente.
Em seu closet, Ítalo decidiu colocar em sua mala somente coisas essenciais, como um par de tênis e roupas confortáveis, que poderiam ser usadas em casa ou nas ruas de Londres. Pois como seus pais eram britânicos, Ítalo tinha dupla nacionalidada, tanto brasileira como britânica.
Chegando no aeroporto, Ítalo já se deparou com outras línguas, mas se sentia muito aliviado por ter sido educado na língua inglesa que era universal. Sua assessora Denise lhe orientou a ficar na sala Vip até que o seu avião pudesse chegar às oito em ponto, sem atrasos.
Os noticiários não eram dos melhores para o Brasil. O país estava prestes a entrar numa taxação de 50% sobre os produtos brasileiros que entrassem em território americano. Além da maior parte dos juízes que trabalhavam no Supremo Tribunal Federal não poderem entrar em solo americano por tempo indeterminado também.
Ítalo achava aquilo tudo muito injusto, mas por outro lado, se considerava um homem de sorte por sair daquele país no momento certo. Ele tinha conseguido uma boa quantia pela casa de seus pais e agora só queria saber de morar no apartamento deles em Londres.
Chegando em Londres, rapidamente se adaptou à comida local. Leu rapidamente os noticiários para se atualizar como cidadão e em questão de semanas já era um britânico vitoriano.
Sua assessora Denise cuidava muito bem de sua finanças e ele gostava muito de administrar a empresa de seus pais na Inglaterra. Os boatos diziam-lhe que ele não iria conseguir gerir o patrimônio dos pais e em questão de anos iria colocar a empresa em falência. Mas os boatos estavam totalmente errados.
Ítalo conseguiu administrar tudo muito bem e até foi congratulado com a ordem dos cavaleiros pelo Príncipe da Inglaterra. E agora seus empregados tinham que lhe dirigir como Sir antes de iniciar qualquer conversa formal ou até mesmo informal.
O herdeiro da tecnologia tinha passado no teste. Ítalo agora era um dos principais CEOs da área que eram respeitados mundialmente. Ele era chamado para qualquer tipo de evento, seja ele festas de casamento em Veneza ou até mesmo apresentações de novos presidentes que se elegiam nas principais potências mundiais. E as pessoas até ficavam surpresas quando descobriam que Ítalo era brasileiro. Como se naquele país só saíssem jogadores de futebol bem remunerados e nada mais além disso.
Ítalo adorava passear por Londres e ver diversas nacionalidades andando pelas ruas vestindo o que bem entendessem como se o mundo fosse livre de preconceitos e amarras sociais. O tempo dificilmente ficava ensolarado, mas no verão, todos iam à parques ler e conversar embaixo daquele sol escaldante. Dava para ver que a maioria tinha a pele muito clara. Livre de qualquer insolação que pudesse ter pegado na infância.
Ele nunca mais voltou para o Brasil. Porque de alguma maneira, não tinha criado laços afetivos com aquela cultura onde poucos liam e muitos se viam na obrigação de opinar sobre qualquer assunto, por terem lido apenas pequenas manchetes de jornais que tentavam controlar as cabeças de quem as liam.
Na Inglaterra era tudo diferente. As conversas eram muito mais profundas e frias ao mesmo tempo. Pois por aqui o toque era só para os mais íntimos, ao contrário do Brasil, que se amava um amigo do mesmo jeito que se amava uma mulher e vice e versa. Mas algo ligava os dois países. E era paixão pelo futebol, onde todos cantavam enquanto os jogadores se digladiavam no campo para ver quem iria marcar o tão sonhado gol. Fazendo a torcida vibrar a plenos pulmões aquele gol que tinha acabado de ser anulado pelo bandeirinha de plantão ao lado do campo.
Ítalo conseguiu formar uma família feliz onde o toque era essencial em qualquer conversa ou brincadeira. Mas seus filhos recebiam diversas advertências na escola, onde a diretora estranhava aqueles gestos de ternura que não poderiam ter saído da Inglaterra, mas ela nunca conseguiu descobrir a descendência daquela família que falava o inglês britânico perfeitamente.
O importante era tratar todos iguais. Pensava Ítalo que jamais revelou que era brasileiro também. Mas o que isso importava? Para Ítalo, tudo, pois com o passar dos anos ele começou a comparar as atitudes que encontrava pela vida, sempre pensando, se no Brasil a pessoa iria agir da mesma maneira que os ingleses. E a resposta era sempre à mesma: Não! Em hipótese nenhuma.
Pois o Brasil poderia ter diversas anomalias em sua estrutura social, mas existia algo de acolhimento entre aquelas pessoas que causava muito estranheza dos europeus, que sempre se sentiram superiores em raça e em etiqueta social também. Mas nunca foram capazes de amar e de aceitar outras culturas dentro da sua, como era o caso dos brasileiros, que sempre foram um povo multicultural e aberto a entrada de imigrantes em sua árvore geneálogica.
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Edgar pela manhã não queria ligar o seu notebook para ver o resultado daquele concurso que tinha feito para a diplomacia do Brasil. Mas acabou sofrendo a pressão habitual de seus pais, e assim, resolveu ligá-lo e imediatamente, se deparou com a lista dos poucos aprovados no site do governo federal.
Para a sua grande surpresa, daquela vez ele tinha conseguido passar para trabalhar na Inglaterra como diplomata. Ele fechou o seu MacBook e instantaneamente começou a pensar em quais roupas iria levar para viver naquele país frio, como se fosse a coisa mais natural do mundo passar naquela seletiva super desgastante em várias etapas.
No café da manhã, sua irmã e seus pais queriam logo saber qual tinha sido o resultado final daquele concurso e ele logo contou que estava de mudança para a Inglaterra pois tinha passado em oitavo lugar. Sua família comemorou bastante aquele feito de seu primogênito e imediatamente eles se reuniram no quarto de Edgar para ajudá-lo a escolher as roupas mais adequadas para aquele novo cargo.
Ternos, casacos, tênis, sapatos, pijamas e pantufas eram colocadas dentro daquelas sete malas que o governo brasileiro iria pagar como carga extra sem nenhum custo adicional para o novo integrante da diplomacia brasileira no Reino Unido. Edgar se sentia muito aliviado, pois era o último integrante da família a conseguir um bom emprego depois que sua irmã Jaqueline, já estava trabalhando há dois anos no hospital, como médica geral.
Era como se estivesse se livrando de toda a pressão familiar. Pois agora se veria livre deles de uma vez por todas. Não que ele não gostasse de sua família. Mas seus pais lhe controlavam muito e isso era extremamente ruim quando um homem já tinha 35 anos.
Ele nunca poderia imaginar, que todos aqueles quadros mostrando os pontos turísticos de Londres, que enfeitavam o seu quarto, pudessem fazer agora, parte de sua vida.
Sua mãe aproveitou a oportunidade para falar com o prédio inteiro que o seu filho agora era diplomata. Suas amigas ficaram com uma inveja danada, mas Tânia não ligava. Pois ela também tinha sofrido muita pressão de suas supostas amigas, lhe dizendo como poderia criar um filho que não queria trabalhar.
Estevão – o pai de Edgar – sofria a mesma pressão no trabalho, vendo seus colegas dizerem para ele que seus filhos eram grandes empreeendedores e influencers da bolsa de valores de Nova York, enquanto o seu próprio filho, só se preocupava em estudar outros idiomas, para dizer que queria ser um poliglota e nada mais além disso.
Nas últimas semanas antes daquela grande mudança de vida, Edgar era cumprimentado por todos na rua. Pois somente agora ele era notado. Porque antes da aprovação todos diziam que ele era um encostado e que só sabia viver as custas de sua família endinheirada.
Mas agora tudo tinha mudado. Todos passaram a tratá-lo com muito mais respeito e admiração. Mas Edgar mal via a hora de se mudar para a Europa. Pois ele não gostava da maneira que as pessoas tratavam ao seu semelhante mediante ao cargo em que ele ou ela ocupavam na hierarquia social.
O dia da partida tinha chegado e Edgar resolveu só ir apenas com uma mala e uma mochila, dizendo à todos que iria comprar novas roupas quando chegasse a Londres. Ele de despediu de seus pais e de sua irmã e logo entrou no táxi sem olhar para trás.
Chegando no aeroporto, embarcou em um jatinho particular do governo brasileiro, sem passar por filas intermináveis no aeroporto. No jatinho tinha tudo o que se possa imaginar de comida e de bebida, porém, ninguém mais falava em português.
Aos poucos Edgar foi se esquecendo de sua língua materna e o inglês passou a ser a sua língua oficial. Chegando em Londres, viu o apartamento que iria ficar e imeditamente começou a trabalhar.
Passaram-se vários anos e Edgar já estava irreconhecível como pessoa. Já falava com o sotaque londrino habitual. Enquanto sua família nunca mais teve contato com ele.
Edgar se casou com uma britânica chamada Emily e teve quatro filhas com ela; Brigite, Eleonor, Sally e Lily. Sua nova família tinha acabado de se mudar para uma nova casa Tudor enorme. Com 10 quartos e 10 banheiros.
Edgar foi chamado para compor o parlamento britânico depois de ter passado com mérito pelo prova de cidadania britânica antes de ter casado com uma inglesa puro sangue. E ele agora estava pensando em aceitar o cargo por um partido de direita ao qual também tinha sido membro o Sir Winston Churchill.
No dia seguinte, Edgar pediu demissão do seu emprego de diplomata e entrou para o Parlamento Inglês em Londres. Aproveitando a oportunidade, disse para a embaixada do Brasil em Londres que iria renunciar a sua cidadania brasileira e que agora só queria ser inglês. Alegou também que estava farto de acompanhar os esquemas de corrupção da política brasileira, onde ninguém renunciava ao cargo, mesmo que a mídia social indicasse os culpados pelos atos.
Suas filhas tinham muita curiosidade de saber da origem tropical de seu pai, mas ele nunca dizia nada sobre ela. Sua esposa, Emily insistia com elas também, mas ele imeditamente desconversava dizendo que o Brasil jamais iria para frente e que a maioria das pessoas que moravam por lá, se por um acaso, tivessem condições financeiras de se mudar para um país mais desenvolvido economicamente, fariam isso sem pensar duas vezes. E por isso, não via razão de falar sobre os seus pais e muito menos de sua irmã.
O tempo passou e infelizmente a família de Edgar acabou morrendo em um acidente de carro no Brasil. Edgar foi notificado no Parlamento Britânico, mas ele preferiu continuar trabalhando. Ele acreditava que eles nunca tinham lhe dado o devido valor, e assim, preferiu não contar à sua nova família sobre o ocorrido. E assim, um novo dia acabou amanhecendo em Londres, onde aquele menino que queria ser apenas um poliglota, se transformou num bem sucedido político britânico. Que fez a proeza de reintroduzir o Reino Unido de volta à União Europeia, pois sabia que o isolamento não era o caminho para que um País fosse de fato independente.
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Ícaro vivia na Bahia com a sua mãe apenas. Filho único, nunca teve o privilégio de conhecer o seu pai, que tinha origem desconhecida. Muitos diziam que era estrangeiro e que por uma infelicidade do destino tinha engravidado uma linda mulata em Porto Seguro, mas depois do carnaval, teria voltado ao seu país de origem e nunca mais voltado para vê-lo crescer no meio dos terreiros do candomblé e da capoeira.
A mãe de Ícaro, Luana, nunca lhe contou a verdade sobre aquele caso que ela teve com aquele gringo em pleno carnaval e ano novo também. Pois a grande maioria das pessoas que viviam na Bahia, sabiam muito bem, que nessa época, dificilmente alguém tomaria conhecimento daquele caso com mais responsabilidade do que era de costume em dias festivos.
Luana tinha orgulho de dizer para quem quisesse escutá-la que tinha criado o seu filho sozinha e sem o apoio de ninguém. O avós de Ícaro já tinham morrido a bastante tempo. Então os dois estavam completamente sozinhos na Bahia. Mas por outro lado, em bairros menos favorecidos todos eram considerados parte de uma família onde uns ajudavam os outros e vice e versa. E assim, Ícaro tinha o hábito de chamar uma vizinha de Tia e outro de tio. Talvez fosse para compensar sua perda paterna. E assim, todos o chamavam de filho e outros de irmão ou maninho se fosse uma menina com a mesma idade que a dele.
Ícaro dava aulas de capoeira em uma ONG em Salvador, enquanto sua mãe era dona de um terreiro de Candomblé onde muitas pessoas seguiam com afinco, e assim, eles conseguiam sobreviver em uma casa bem modesta onde não faltava nada para ninguém.
Os dois não respeitavam muito os finais de semana, onde as aulas de capoeira se amontovam de crianças que queriam aprender a se movimentar como os escravos faziam antigamente para se defenderem da cólera de seus senhores. Enquanto que no terrero de Luana, muitos turistas apareciam para fotografar aquela nova cultura onde os batuques faziam parte daquelas vestimentas brancas como se fossem parte de um só corpo e alma.
Ícaro era um excelente professor de capoeira. Sempre estava disposto a mostrar novos movimentos que as crianças queriam aprender logo para mostrarem em casa, ou quem sabe, para se defenderem de algum bullying que pudesse ocorrer em suas escolas.
Luana também administrava com muito maestria o seu terrero. Ela sempre estava disposta a explicar a história do candomblé para quem quer que fosse. E até tinha conseguido entrar em uma aula de inglês para falar com mais facilidade aos turistas que vinham dos quatro lados do mundo.
O tempo passou, e enquanto Ícaro estava terminando de dar a sua aula de capoeria como fazia rotineiramente, apareceu um homem em sua sala querendo falar com ele sobre um assunto muito serio que necessitava da presença de sua mãe também.
Ícaro desconfiou que aquele poderia ser o seu pai e quando sua mãe chegou no recinto não restaram mais dúvidas sobre aquilo. Pois o seu olhar já lhe entregava. E assim, Luana acabou desabando em lágrimas.
Aquele homem desconhecido se chamava Breno. Ele era dos países baixos, mais precisamente da Holanda, pai de Ícaro. E isso acabou explicando muito coisa na mente de Ícaro, pois ele era um dos únicos professores de capoeria da Bahia com a pele mais clara do que seus colegas de profissão, que acabavam brincando com ele, dizendo que sua mãe tinha-o adotado na infância, porque ele ainda por cima, tinha olhos claros.
Breno era holandês de olhos verdes. E Ícaro tinha puxado o pai nesse quesito também. Mas ainda restavam mais algumas perguntas para que o seu pai biológico respondesse.
Por que ele tinha os abandonado na Bahia sem nunca dar uma notícia sequer de seu paradeiro?
E por que ele só estava retornando agora, quando seu filho já estava um homem?
Como eles iriam se reconectar como uma família unida se já tinham se passado anos desde o ocorrido?
Breno não soube responder aqueles perguntas. Ficou atônito olhando para o seu filho e na maneira que ele era parecido com ele. E acredito que todos que estavam naquela sala pensavam na mesma coisa que ele, inclusive Ícaro. Até parecia que Ícaro estava olhando para um reflexo seu só que com mais idade e experiência.
Luana não soube o que fazer também e acabou levando seu antigo amante para casa. Mas quando ela começou a andar pelo bairro as pessoas olhavam-nos com muita curiosidade, pois parecia que aquele homem era o irmão mais velho de Ícaro.
Chegando em casa, o bairro todo já desconfiava que aquele poderia ser o pai de Ícaro pela semelhança no corpo e no olhar. Pois agora, todos já sabiam que ninguém mais poderia chamar-lhe de filho ou maninho, pois o pai tinha finalmente voltado da europa para assumir suas responsabilidades como pai e marido de Luana. O tempo tinha se esgotado, pensavam alguns. Enquanto outros, acabaram ficando felizes que aquela família estava reunida novamente.
Mas onde Breno se encaixaria naquela rotina, se os sobreviventes daquele abandono já tinham conseguido sobreviver por tantas intempéries da vida?
Passaram-se os dias.
Ícaro e Luana continuavam dando sequência as suas vidas de resistência. O primeiro, transformava as rodas de capoeira em sistemas de educação, enquanto a segunda, levava a religião à quem quer que fosse. Deixando Breno maravilhado e atônito com aquilo tudo. Pois parecia que sua vida tinha simplesmente se estagnado desde a sua partida, enquanto que os que ficaram para contar à prosa, conseguiram virar à página daquele livro mofado e mal gasto, que um dia teve a coragem de ser algo bem melhor do que uma simples história de abandono.
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Ágata estava passando por um drama em Portugal. Pois desde a chegada da extrema direita no país, os imigrantes tiveram o seu visto de permanência cassados. E assim, o governo português acabou enviando cartas para que eles pudessem sair do país num prazo de apenas 24 horas.
Mas as medidas não paravam por aí, pois até aqueles que tinham conseguido a nacionalidade portuguesa, agora não teriam mais esse benefício. E assim, o governo português optou por cancelar a cidadania daqueles que não tinham nascido no país, gerando uma onda de protestos sem precendentes na história portuguesa.
Ágata pela manhã, tinha recebido a sua carta do governo informando-a que ela agora só era uma brasileira, e assim, seu parentesco de ter avós portugueses já não valiam mais para que a pessoa tivesse o direito de obter uma nacionalidade européia. Ela não pensou duas vezes, tinha chegado a hora de ela finalmente voltar para a sua terra natal, o Brasil. E assim, no outro dia já estava no aeroporto do Porto, com a sua passagem em mãos tendo como destino final o Rio de Janeiro.
Mas antes disso, ela resolveu doar tudo o que tinha, inclusive o seu apartamento para as suas amigas portuguesas como um ato de profunda amizade. No banco, conseguiu pegar tudo o que tinha também e assim estava feito. Ela agora era somente mais uma brasileira tentando sobreviver diante de todas as intempéries que a vida era capaz de proporcionar.
Nos noticiários do aeroporto, Ágata viu uma nova ativista na Amazônia fazendo coisas grandiosas para defender a terra dos índigenas, e assim, resolveu trocar a sua passagem para lá, pois queria muito conhecer aquele fabulosa mulher que poderia reanimar o seu espírito diante de todo aquele conservadorismo europeu.
Chegando na Amazônia, Ágata finalmente conheceu Alexandra e sua tribo. Alexandra por sua vez, disse que sempre tinha lido os seus artigos e livros que ela espalhou ao longo do mundo. Ágata ficou muito agradecida por aquele gesto e logo quis ajudá-la com o que fosse preciso para que as queimadas na região acabassem de vez.
As duas uniram suas forças e conseguiram implementar várias leis para que os indígenas fossem reconhecidos como os verdadeiros proprietários daquelas terras; além é claro, de colocar elevadas multas para aqueles que tentassem colocar fogo nas matas. Como consequência por aquele trabalho, as duas foram colocadas na capa da revista TIME dos Estados Unidos como as personalidades do ano à serem batidas.
Tanto Alexandra como Ágata, receberam diversas propostas para o cargo de presidência do Brasil, onde uma seria chefe do executivo e a outra vice. E é claro que as duas aceitaram o desafio, mesmo sabendo que a oposição iria fazer uma frente bem sólida contra as duas, alegando que elas não teriam a experiência suficiente para tais cargos. Mas mesmo assim, elas enfrentaram o desafio de peito aberto e acabaram ganhando as eleições presidênciais pelo país em primeiro turno.
Como primeiras medidas à serem implementadas no país, elas declararam guerra contra Israel, que estava aniquilando o Irã, e assim, enviaram todas as suas tropas para a terra santa, mesmo sabendo que poderiam perder, mas no fim, acabaram ganhando de Israel, que se viu ridicularizado pelos países europeus.
Com o retorno das tropas para o Brasil, o povo os tratou como hérois de guerra, e assim, começou um longo mandato de quatro anos, onde as duas diminuíram o desemprego para quase 0%, criando diversos cursos profissionalizantes nas universidades federais, onde o aluno já saia com uma profissão garantida ao final de 3 anos de estudos, onde o capacitado, já saia sabendo resolver diversos problemas que iria enfrentar no mercado de trabalho.
Também implementaram a igualdade salarial entre as mulheres e os homens em todos os setores sociais, deixando a sociedade muito mais justa diante daqueles que produziam a mesma força bruta de trabalho.
O ensino passou a ser inteiramente gratuito tendo em vista que o conhecimento tinha que ser acessado por todas as faixas econômicas do país, e assim, extinguiram de vez o ensino particular, obrigando os professores a duelarem por suas vagas no país. Isso acabou elevando a consciência da sociedade que passou a ler e a se informar muito mais, antes de opinar sobre qualquer assunto.
Ao final do primeiro mandato, tanto Alexandra como Ágata mudaram de posições executivas e ganharam um segundo mandato onde poderiam colocar o Brasil como potência econômica a ser batida diante dos olhos europeus. E assim, as duas finalmente conseguiram assinar o acordo Mercosul e União européia, trazendo muito mais investimentos para os produtos produzidos em terras nacionais. Deixando os produtores europeus numa situação muito mais difícil, diante de toda aquela qualidade dos produtos nacionais.
Mas o mais importante tinha sido feito, pois elas finalmente conseguiram terminar com toda a corrupção que estava acontecendo no país ao enxugar ao máximo, a máquina pública, expulsando de vez aqueles políticos que não estavam fazendo um bom governo e no seu lugar, optaram por escolher mais mulheres que queriam fazer parte de um congresso e de um senado onde a participação de mulheres seria essencial para criar uma sociedade mais igualitária e ciente de que os autistas e pessoas da comunidade LGBTQIA+ pudessem ter as suas vozes escutadas num país onde tentavam calá-los onde quer que fossem, minando os seus direitos constitucionais.
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Pela manhã, tanto Alexandra como Mohamed olhavam por suas vidraças para aquela enorme multidão que começava a se formar nos portões reais. A multidão se alastrava até a igreja com as bandeiras dos dois países que iriam juntar forças para governar com sabedoria.
Os assessores reais estavam muito preocupados com o sistema de segurança, tendo em vista que, as regiões de Dakar e Mali ainda eram considerados lugares bem perigosos para viver e se desenvolver. Mas Alexandra estava disposta a resolver todos aqueles problemas de criminalidade o quanto antes.
Por sua vez, Mohamed teve que esperar perto do altar da igreja, para que a sua esposa chegasse de véu e grinalda. Mas Alexandra tinha outros planos. Pois ela preferiu caminhar até o seu casamento para testar aqueles altos índices de criminalidade que Dakar possuía, mas que ninguém se atrevia a tentar algo contra a vida de sua monarca.
Chegado a hora, Alexandra prometeu ser fiel ao seu marido na saúde e na doença e logo quis ir para a festa real onde iria se encontrar com os seus assessores para discutirem como poderiam diminuir os índices de criminalidade de seu país.
Mohamed estava de mudança para Dakar, mas ao escutar todos aqueles planos de sua nova esposa, preferiu voltar logo para Mali e fazer melhorias em sua sociedade para que a criminalidade diminuísse por lá também. Assim, promoveu novos empregos com salários mais dignos e viu bem de perto os índices de criminalidade diminuírem.
Alexandra promoveu as mesmas mudanças sociais em Dakar e assim, eles viram a extinção da pobreza por completo. E o mais impressionante foi que os dois países passaram a integrar o tão sonhado bem estar social, onde o governo financiava os desempregados até que eles conseguissem empregos mais dignos.
Os dois construíram escolas públicas de muita qualidade e até melhoraram as universidades com mais cursos profissionalizantes onde o aluno já saia com o seu emprego garantido ao final da graduação.
Como consequência, tanto Dakar como Mali, viraram pontos de referências mundiais em ensino de qualidade e na extinção por completa da pobreza.
Mohamed percebeu instantaneamente que Alexandra seria uma governanta bem melhor que ele e assim redigiu uma carta onde ele abdicaria de seu trono em Mali, concedendo-lhe à sua esposa. E assim, a Rainha Alexandra I se tornou governanta dos dois países que agora eram considerados desenvolvidos graças ao seu esforço hercúleo de anos.
Alexandra por sua vez achou a ideia brilhante e fez o mesmo com o seu reino, pois ela percebeu que ajudaria muito mais o seu país se o transformasse em um sistema parlamentar e não mas em monárquico.
O povo fez diversos protestos nas ruas, mas ao fim, não adiantou nada. Alexandra estava decidida a entregar o seu poder para a nação, pois ela alegava que ela e seu marido não precisavam de tanto dinheiro para viver dignamente. E assim, como atitude extrema ela pediu até para o Papa anular o seu casamento, alegando que não conseguia ficar presa em um homem só por décadas a fio.
O Papa fez suas vontades por interesses econômicos e assim, meses após o casamento real, Alexandra estava livre do papel de ser Rainha interina dos reinos de Dakar e Mali. Seus pais que estavam exilados na Suíça, não gostaram nada daquela ideia de acabar com uma dinastia que tinha sido construída com muito suor por séculos, mas no fim, não poderam fazer nada com aquela informação grotesca e preferiram seguir com suas vidas na europa sem serem incomodados pela antiga rainha de Dakar.
Alexandra aproveitou a oportunidade para fazer uma harmonização facial para que outras pessoas não à reconhecessem nas ruas e assim, pegou o primeiro avião para o Brasil, tendo a intenção de entrar para a política daquele país que estava afundado em corrupção como sempre.
A antiga rainha se filiou à um partido de esquerda que era democrático e humanista por natureza e começou a trabalhar em ONG’S na Amazônia. Mas quando chegou ao pulmão do mundo, ela viu diversas irregularidades como queimadas em massa, por exemplo. Onde fazendeiros queriam de todas as maneiras, tomar as terras dos índigenas, alegando que eles não tinham direito algum sobre aquilo.
Mas Alexandra sabia que eles estavam errados e assim, passou a defender a floresta amazônica junto com os índios que moravam por ali. Aprendeu as línguas originárias como o Tupi e o Yanomami e logo se transformou em um índia da tribo, tendo diversos filhos que cresceram e se tornaram defensores da Amazônia também.
Suas políticas advindas de ONG’S em que fazia parte logo transformaram a Amazônia e os noticiários com isso, acabaram demonstrando estudos em que comprovavam a diminuição de queimadas naquelas regiões para quase 0%. Pois agora tanto o congresso nacional como o Sistema Tribunal Federal tinham decretado altas penas contra as queimadas, além é claro, de também terem providenciado diversos documentos onde comprovavam que os índios originários daquelas regiões é que eram os verdadeiros proprietários daquele lugar, tendo em vista que suas descêndencias reais é que tinham chegado por lá primeiro e não mais os portugueses, como era estudado em escolas e em diversos cursos superiores que não tinham consciência da importância dos índios para a cultura e folclore locais do país.
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Alexandra estava muito preocupada com a pobreza em Dakar. Pois seus pais enquanto estavam governando o Reino, tinham colocado altos impostos para o povo pagar em troca deles ficarem cultivando os seus alimentos nos vastos terrenos da coroa. Vindo a observar aquele problema, Alexandra mudou a constituição de seu país e decretou que a partir de seu reinado, seu povo não precisaria mais pagar impostos para que pudessem usufruir de suas terras.
Como consequência, o seu povo celebrou aquele dia histórico com uma festa enorme onde a família real participou, apertando a mão daqueles que se aproximavam para tocar nas vestes daqueles que tinham as bençãos dos Deuses para governar. O povo acreditava que a família real tinha poderes divinos e as pessoas acabavam se amontoando entre aquelas aglomerações para que pudessem tocar em suas vestes que uns diziam terem poderes milagrosos.
Depois que o povo se viu livre da cobrança de impostos que o antigo rei empunhou, o Reinado de Dakar passou a produzir mais e mais e logo veio a exportação de seus produtos para os mais diversos países do globo. Assim, Alexandra teve que comprar muitos navios para dar conta de toda aquela exportação. Seus pais iam contra aquilo tudo, alegando sempre que mais cedo ou mais tarde, sua família iria ficar sem dinheiro em caixa para se manter pelas gerações vindouras. Mas a Rainha Alexandra I não ligava para aquilo, pois como resposta ela dizia que uma governanta tinha que governar para o povo.
Passados alguns meses apenas, o Reinado de Dakar passou a ser o principal exportador do mundo. E como consequência, a Família Real de Dakar acabou recebendo quantias de dinheiro que dava para sustentar dinastias inteiras por séculos a fio.
E claro que a Rainha Alexandra I não pensou duas vezes e resolveu disponibilizar parte de seus lucros com o seu amado povo. Que recebeu aquela gratificação com muito entusiasmo.
Os pais da rainha não entenderam aquela atitude de sua filha e tentaram logo destitui-la do cargo de rainha de Dakar. Mas o povo fez diversos protestos em praça pública e assim, os antigos monarcas tiveram que deixar o palácio real da família para que pudessem se exilar em um outro país.
Alexandra nas primeiras semanas sentiu muita falta de sua única família mais ela tinha que continuar com o seu trabalho de rainha, se quisesse que Dakar continuasse prosperando. Ela até tentou intervir naquela mosntruosa manifestação política, mas no fim, sua família teve que ser exilada.
Depois de um certo tempo, Alexandra compreendeu que aquilo tinha que ser feito, pois quanto mais pessoas reais estivessem perto dela, mais dinheiro ela precisaria para mantê-los por perto.
Com a atual administração real, uma nova dinastia estava se criando a partir da linhagem de sua Alteza Real, e assim, o povo pedia em diversos comícios pelo país de Dakar, que a Rainha Alexandra I, precisaria se casar o quanto antes, caso ela quisesse dar continuidade aquela linhagem que tinha proporcionado tantas alegrias ao seu povo. E assim, Alexandra conheceu o Rei Mohamed de Mali e se apaixonou perdidamente por ele.