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  • Sobre o Autor

Guilherme Müller

  • O espírito de uma rebeldia

    maio 6th, 2026
    Filme — O Pássaro Branco: Uma história de Extraordinário, dirigido por Marc Forster em 2024. Imagem feita em parceira com o ChatGPT.

    Sarah Blum era uma garotinha bem mimada. Estava acostumada à ter tudo em suas mãos na hora que bem entendesse. Sua mãe era professora de matemática enquanto o seu pai, era um renomado médico de um hospital próximo. Eles não eram considerados pobres, mas também não lhes faltavam dinheiro algum.

    Suas amigas do colégio, esnobavam aqueles da turma que eram considerados os mais esquisitos. E entre eles, estava o Julien, conhecido como: o manco, apenas. E dificilmente alguém sabia o nome dele, muito menos o seu sobrenome… Ele costumava usar uma muleta para se locomover e alguns diziam até que cheirava muito mal, porque o seu pai trabalhava no dutos da cidade.

    Sarah gostava muito de desenhar e nas horas em que estava entediada da escola ou da sua vida estável e confortável, fazia esboços de animais e retratos de seus colegas de escola. Seu pai, junto de sua professora também, à incentivava muito.

    Porém, tudo virou de ponta à cabeça quando o Nazismo começou a ocupar toda a França, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). E assim, seus pais imediatamente começaram à planejar a tão sonhada fulga para uma suposta vida melhor. Mas quando Sarah, no outro dia, foi até a sua escola rotineiramente estudar, seus professores tentaram esconder as crianças judias na floresta que ficava atrás do colégio. Antes que os soldados da Gestapo de Hitler, fossem ao encontro de todas elas.

    Para desgosto da sua professora — que à incentivava a continuar desenhando — os Nazistas foram até aquela escola, com uma lista de nomes em que se dizia que aquelas 14 crianças judias, estavam estudando ali no período escolar. E assim, acabaram capturando 13 das 14 crianças. Mas Sarah conseguiu escapar pela torre central da escola. Vendo lá de cima, a cena horripilante, de um guarda nazista matando com um tiro na cabeça, um dos professores que estava tentando acobertar a fulga de quem quer que fosse, gritando à plenos pulmões: Viva à Humanidade!.

    Nesse momento, entra em cena seu colega de turma, o Julien, conhecido apenas por ser o único manco da escola inteira. Dizendo-lhe que iria levá-la para um celeiro que tinha em sua residência, para que ela fosse salva das mãos daqueles nazistas. E assim, o faz com maestria.

    Chegando no local, os pais de Julien à acomodam. E Sarah passa a viver naquele celeiro até o final da guerra. Mas aos poucos, ela vai se apaixonando por aquele jovem com espírito de revolucionário, por não aceitar a ideologia nazista, de espécie alguma, mas que já tinha impregnado toda a França, infelizmente. Pois alguns colegas de classe deles, inclusive, acabaram entrando para a polícia nazista, para serem informantes do partido do Reich de Adolf Hitler (1899-1954).

    Julien preferiu fazer o caminho inverso. E assim, todos os dias, levava para o celeiro, o que tinha aprendido na escola para a Sarah. Lhe ensinando todas as matérias possíveis. Enquanto isso, Sarah lhe apresentava o mundo das artes, ao entrar num carro velho no celeiro, e fazendo com que Julien imaginasse Paris e Nova Iorque.

    O tempo passou, e no dia do aniversário da Sarah, os pais de Julien fizeram uma festa para ela com um bolo de chocolate super recheado, pois todos ali sabiam, que devia estar sendo super difícil para ela administrar o tempo longe de sua verdadeira família. Que naquele tempo, era aquela e nada mais além do que isso.

    De madrugada Julien à chamou para ir dar uma volta ao redor do celeiro, e ele acabou lhe levando, em um lindo jardim, onde floresciam flores azuis em pleno inverno outonal. E assim, Julien lhe disse que quando aquela guerra acabasse, ele queria muito construir uma vida ao lado dela. O que à levou, automaticamente, à lhe dar um beijo nos lábios, como sinal de aprovação daquele futuro vespertino.

    Porém, o que ninguém poderia imaginar era que no outro dia, Julien fosse fazer o caminho central, que o levava diretamente até ao policiamento nazista na estrada principal. Talvez ele quisesse provar para o mundo que fosse invencível e corajoso, como se aquele ato de amor na noite passada, fosse à prova de que ele no fim, fosse apenas mais um imortal e revolucionário.

    Mas para a sua infelicidade, os nazistas acabaram lhe pegando, e colocando-o imediatamente em um caminhão com destino incerto pelas rodovias da França ocupada. E assim, Julien foi solto no meio de uma floresta qualquer, enquanto um dos nazistas, tentava acertá-lo à longa distância.

    Tragicamente, Julien foi enfim, morto pela SS. E enquanto isso, sua mãe tentava a todo o custo, subornar os guardas nazistas para que a vida de seu único filho fosse poupada. Sem saber que ele ja estava morto. Sua família até tentou retornar àquela floresta, alguma vezes, tentando achá-lo vivo. Mas Julien agora estava no coração daqueles que tinham sobrevivido ao Holocausto.

    À Sarah Blum foi dada a notícia. E ela enfim, desabou em lágrimas, junto à sua família postiça. Na esperança que um dia podesse encontrá-lo novamente em algum lugar do planeta. Mas o tempo fez com que ela voltasse à sua rotina normal na escola, na esperança de encontrar a sua família biológica em algum lugar da França.

    Mas os dias passavam, e ela já não tinha mas muito esperança naquilo. Pois nada mais era como antes. Pois parecia que o mundo tinha ficado mais triste e solitário depois da guerra. Onde pessoas foram perdidas, e almas capturadas pelo terrível passado que rotineiramente lhes atormentava no espelho de suas memórias.

    Na volta as aulas, nada mais era como antes. Aquele mundo cor de rosa não existia mais. A Europa estava em frangalhos. E junto dela, diversos corações que preferiam ter morrido com os seus entes queridos; à ficarem vivas para terem que contar a horripilante história do Holocausto, à seus descendentes. Que provavelmente, duvidariam que aquela crueldade pudesse ter acontecido no berço da Europa de então.

    Sarah Blum reencontrou o seu pai em sua escola. Eles se abraçaram e ele quis logo conhecer aquela família que tinha salvado a sua única filha. No encontro, ele não parava de agradecer-lhes por aquele ato de coragem e bravura que tiveram. Mesmo sabendo que estavam correndo sérios riscos de vida.

    Seu pai lhe contou que sua mãe tinha morrido no campo de concentração de Auschwitz, no sul da Polônia. E Sarah já sentia em seu coração que sua mãe tinha partido desde os tempos em que estava no celeiro. E assim, o tempo passou, e a senhorita Blum, se tornou uma grande artista plástica, de reconhecimento internacional. Tendo que educar seu neto, chamado: Julien. Que tinha sido expulso de um colégio por ter agredido seu colega de turma, recentemente.

    Julien, o neto de Sarah Blum, que estava carregando o mesmo nome do grande amor de infância de sua avó, se emocionou logo com aquela história, e imediatamente, resolveu mudar o seu comportamento na escola para que tinha sido transferido, provando para si próprio, que histórias de esperança e bravura diante do mal iminente, poderia mudar a alma de qualquer um que lembrasse diariamente que ser gentil e carinhoso com o seu semelhante, é o maior ato revolucionário que se pode ter, para combater sistemas ideológicos que semeiam a discórdia e o ódio, como meio de se alcançar a salvação plena.

  • Filme: Os Amores de Picasso (1996)

    maio 3rd, 2026
    Imagem meramente ilustrativa mostrando Anthony Hopkins, caracterizado de Pablo Picasso (1881-1973), dirigido por James Ivory em 1996. Imagem feita pela Inteligência Artifical do ChatGPT.

    O que faz alguém ser considerado um gênio?… Seu trabalho?… Sua persona?… Ou ambos?…

    Nesse filme de 1996, o diretor James Ivory, nos leva na contramão da análise da persona de Picasso, e nos direciona direto para a vida das mulheres que perpassaram por sua vida. Françoise Gilot (1921-2023), Dora Maar (1907-1997), citando apenas algumas. Foram mulheres que abdicaram de suas vidas, para servir à Picasso. Pois não existia nada melhor do que ele, pensava Picasso, no auge de seu Narciso.

    Viver com alguém tão prestigiado no mundo da arte tinha um preço, que todas acabaram pagando. Pois Picasso dificilmente conseguia ficar em casa cuidando de seus filhos e afazeres domésticos. Cargo esse cedido com muitas honras artísticas às suas mulheres de plantão. Que eram tratadas como escravas do ego do artista. Que se propunha apenas à trabalhar em tempo integral. E quando não, dificilmente tinha hora para voltar de sua boêmia.

    Carl Gustav Jung (1875-1961) disse uma vez ao filho de Albert Einstein (1879-1955), Eduard Einstein (1910-1965), que enquanto ele afundada em alto mar, muitos artistas nadavam de braçada. O que ele quis dizer com isso, afinal?… O significado mais explícito é que os doentes mentais acabam confundindo a realidade com suas próprias fantasias, enquanto os artistas conseguem habilmente passar de um polo à outro, sem que precisem de algum auxílio medicamentoso. Ou seja, o artista tem uma hora adequada em sua loucura para que possa criar livremente; enquanto que os loucos, não tem uma hora pré-definida para sair da realidade e entrarem em sua fantasias. Pois à todo instante, podem confundir à realidade com suas fantasias e vice versa também.

    Assim sendo, presenciamos no filme que Picasso didicilmente se deixa levar por sentimentos irracionais que atrapalhem à sua arte, mesmo que seu pensamento esteja livre para criar o que quer que fosse. Porém, suas mulheres acabavam sentindo sua eterna ausência em casa, pois quase nunca tinha tempo livre para poder ser somente o Pablo, e não o tão conhecido pintor mundial.

    Logo, vemos uma inversão de valores entre o ser público e o privado. Onde Pablo não queria ser apenas Pablo; enquanto Picasso só queria ser o reconhecido artista internacional. E isso acabou gerando profundos conflitos existenciais, onde no final de sua vida, Picasso se deparou com sua eterna mortalidade de ser apenas um homem de carne e osso.

    Porque por mais que ele tivesse o mundo aos seus pés, ao fim, ele se viu encurralado pelo dor emocional de ter tudo o que quisesse financeiramente; porém, por outro lado, seus laços afetivos estavam completamente destruídos, pois todos à sua volta só queriam um pedaço de sua fama, e não daquele homem arrongante e cheio de si que uma vez tinha se chamado somente Pablo.

    A lição que fica ao final do filme é a seguinte: Até que ponto queremos ser reconhecidos por nosso trabalho, se ao final dele, poderemos ser engolidos completamente pelo que fazemos?

    Todas as suas mulheres sentiram muito isso na pele, pois ao final de seus relacionamentos com o pintor espanhol, elas perceberam como tinham sido sugadas para o atelier do artista, que só exigia delas amor e compaixão, pois no fundo, o grande Picasso, só queria alguém que o entendesse na sua loucura de alto mar.

  • A análise do discurso historiográfico

    maio 2nd, 2026
    O Historiador José D’Assunção Barros apresentando o seu livro, intitulado: O Campo da História: especialidades e abordagens. Imagem feita pela Inteligência Artifical em parceira com o ChatGPT.

    O mundo como o qual o conhecemos, chamado por alguns de Pós-Modernidade, está impregnado de especializações de todos os tipos. Começando desde à escola e indo até a nossa profissão. Os professores que perpassam por nossas vidas, sempre nos aconselham à escolher desde cedo uma área, para qual nós vamos nos especializar ao longo de nossas vidas.

    Pórem, isso acaba gerando um mundo onde ninguém mais tem a devida condição de olhar para todos os hemisférios de um mesmo problema, por exemplo. E logo, cabe a cada um de nós, fazer o serviço, ao qual, ninguém nos ensina o caminho.

    E no ramo da história, isso não é diferente, pois temos uma diversidade de correntes historiográficas, onde o historiador irá usar, aquela em que é mais adequeda para o seu ponto em estudo, ao qual ele está problematizando no devido momento presente, por exemplo.

    Pois assim como na área da medicina, em que também temos o clínico geral e o especialista em alguma área em específico. Na história isso também não é diferente. Porque por aqui, temos a história cultural, a econômica, a social e a política; para citar apenas algumas. E caberá ao historiador de plantão determinar qual irá usar, não é mesmo?

    Errado! Pois o que o historiador Barros tenta esclarecer em seu livro é que todo o historiador deverá caminhar por todas essas correntes teóricas e somente no final de seu estudo em questão, optar por se centralizar em alguma ou não.

    Errado novamente! Porque de acordo com os seus estudos, não poderemos enquadrar um historiador em um determinado campo apenas. Pois ele terá o dever de auxiliar o leitor para a maior quantidade de visões possíveis para que o estudioso consiga formular sua própria consciência intelectual, onde ele poderá até mesmo indagar o próprio autor do estudo em questão, por exemplo.

    Porém, é claro que teremos historiadores que irão estudar somente um recorte temporal em específico, para que o seu trabalho não se perca no tempo. Mas por outro lado, veremos diversos historiadores se apropriando de determinadas filosofias para narrar suas histórias. Tomando sempre o devido cuidado para que o estudioso não julgue com a mentalidade do presente à civilização do passado. Cometendo o que chamamos de Anacronismo Histórico.

    Mas com esse devido cuidado em mente, o historiador poderá se apropriar de outros campos de estudo, como a literatura, por exemplo. Utilizando livros como os de Victor Hugo (1802-1885) — Os Miseráveis (1862) — onde o escritor em questão, utiliza alguns personagens comuns, inseridos em uma sociedade, para falar das injustiças que foram cometidas contra elas; e não vidas de reis, por exemplo, onde o glamour imperava no interesse popular, antes da divulgação da dita obra em questão.

    Ou seja, depois da publicação dos Miseráveis, vemos um crescente interesse da sociedade em consumir histórias de pessoas comuns, que estavam inseridas em culturas onde elas eram diretamente afetadas em menor ou em maior grau. Dependendo das mudanças políticas, econômicas, culturais e sociais que elas vinham à enfrentar.

    Com isso em mente, os historiadores começaram à explorar a vida dessas pessoas, ditas comuns, para ver como elas agiam em circunstâncias adversas, por exemplo. E assim, vemos um interesse cada vez mais acentuado na pesquisa de diários, por exemplo; pois assim, os historiadores conseguiam avaliar como aquela determinada pessoa pensava diante das movimentações políticas que afetavam diretamente a sua vida.

    Para citar outro exemplo, temos os diários de Anne Frank, onde ela escreveu sobre à esperança de sobreviver ao perigo eminente dos nazistas, que acabaram descobrindo o seu esconderijo e à levaram até o campo de concentração para morrer. Nesse caso, muitos historiadores especializados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), utilizaram seus diários para que pudessem estudar o fascismo por um outro viés, à de uma garota assustada pelo regime ditatorial de Adolf Hitler (1889-1945) e sua polícia da Gestapo.

    Outro exemplo bem enfático é o estudo que o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) fez dos diversos tipos de discursos que temos para contar ou narrar uma história, por exemplo. Seja ela completamente fictícia ou não. Foucault enfatiza que todo conhecimento é pautado pelo poder de narrar uma história. Levando com isso, à que tenhamos interpretações diversas sobre o mesmo período em questão. Dependendo do estudioso que conte a história para nós, é claro.

    Tendo isso em mente, precisamos sempre tomar muito cuidado para o tipo de informação que estamos consumindo no tempo presente. Pois a cultura como à conhecemos, pode estar impregnada de vieses ideológicos, onde acabamos ficando completamente cegos em ver o mesmo problema social, através de uma única lente apenas.

    O que o historiador Barros propõe é que está tudo bem em se especializar em uma determinada área em específico; porém, precisamos reavaliar outras fontes de conhecimento, para contrapor sempre com à que nós temos e carregamos inconscientemente. Pois só assim, poderemos ver o problema de vários ângulos diferentes. E no fim, poder colocar uma palavra em nosso dicionário que seja o: talvez. Pois jamais teremos a resposta certa de cada época na história, somente especulações com bases teóricas cada vez mais refinadas ou apodrecidas, dependendo daqueles que não aprimoram o seu ofício, adequadamente, para o leitor em questão. Que é a base e o sentido do fazer historiográfico.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    BARROS, José DÁssunção Barros. O campo da História: especialidades e abordagens, 8. ed. — Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

  • Os Arquivos de Jeffrey Epstein

    fevereiro 6th, 2026

    Esses dias apareceu na televisão um homem que tinha acabado de ser preso nos Estados Unidos por fazer tráfico de pessoas, além é claro, de também realizar festas para a “alta sociedade”, que se diziam ter uma boa educação, mas que não tentavam de maneira nenhuma acabar com a fome no mundo.

    Depois que o tal homem foi preso ele logo começou a entregar diversas celebridades e políticos que já tinham governado potências mundiais, dizendo aos tribunais quais eram os crimes sexuais que essas pessoas também faziam com mulheres e homens de outros países, ditos de terceiro mundo.

    O caso estava sendo julgado nos Estados Unidos e muitos ex-amigos do suposto condenado começaram a dar diversas entrevistas para jornalistas importantes, para tentar de alguma forma, mostrar um certo tipo de arrependimento e até mesmo repulsa por tê-lo conhecido em vida. Mas isso só piorou as coisas para a opinião pública, pois todos passaram a saber o que era consumido nessas festas totalmente ilegais.

    Diversas mulheres começaram a contar as suas histórias e até mesmo um príncipe inglês teve que abdicar de seus privilégios, e assim, sair de vez da vida pública, para buscar algum isolamento no chá inglês.

    O nome do réu não poderá ser dito aqui, mas depois que os arquivos do próprio foi revelado pela imprensa, descobriu-se que ele poderia ser até mesmo agente da KGB na Rússia, o que em outros termos seria o mesmo que qualificá-lo como espião e traidor de sua própria nação.

    Ou seja, quando o caldo entorna, todos da alta socialite dizem que nunca foram amigos do tal réu, deixando-o completamente à deriva; e ainda por cima, alegam que o maior erro de suas vidas foi de terem deixado ser influenciado por ele. Como se suas escolhas estivessem afetadas pelo prazer de curtirem à vida como se suas ações não fossem averiguadas pela justiça.

    Em outros termos, é o mesmo que dizer que a riqueza estivesse totalmente livre da justiça e da lei, como se a pessoa não pudesse ser colocada à prova com julgamentos e opiniões do mero e simples “público”, que observa à tudo e tenta com muita dificuldade e fé, seguir a lei que lhe é imposta, mas que infelizmente, não é a mesma para todos que se amontoam em dinheiro, luxo e ostentação.

  • O Fim da Democracia Americana

    janeiro 26th, 2026

    Juliana depois de alguns anos, finalmente tinha conseguido passar para uma universidade americana. Era difícil ver suas amigas completando o segundo ano em seus respectivos cursos superiores e ela ainda tendo que estudar para exames internacionais. Mas no final de seu quarto ano, ela finalmente estava dentro.

    Seus pais imediatamente ficaram apreensivos com aquela escolha dos Estados Unidos, pois o país estava passando por uma governabilidade totalmente ditatorial. E bem recentemente, o então presidente, tinha decidido deportar quem estivesse irregular no país. Mas logo ficou bem claro, que a polícia que fazia esse serviço prendia qualquer um que tivesse o famoso sotaque estrangeiro dos odiados imigrantes.

    Juliana estava em dia com a sua documentação, mas no dia da viagem ficou com medo de sofrer as mesmas consequências daqueles que eram deportados ou até mesmo mortos em confrontos injustos.

    Chegando no aeroporto, se despediu de seus familares e despachou logo a bagagem tentando treinar o seu cérebro, para que conseguisse falar um inglês limpo de sotaque estrangeiro para que não desse pistas de sua real nacionalidade.

    Dentro do avião, as aeromoças começaram a lhe oferecer refeições bem apetitosas e ela logo começou a falar na segunda língua, para não deixar dúvidas de quem realmente era.

    No desembarque, Juliana pegou logo as suas malas e foi logo para o campus da universidade, querendo logo conhecer suas colegas de quarto. Dentro do táxi, o motorista nem percebeu que estava com uma estrangeira no banco de trás, por sua dicção ser absolutamente perfeita para os padrões altos de uma nativa.

    Chegando ao campus, Juliana logo se enturmou com as americanas que também não perceberam nada de anormal com aquela nova caloura da universidade. E assim, logo a convidaram para diversas festas ao longo da semana.

    Enquanto isso, seus professores sempre faziam questão de lhe elogiar pelo seu desempenho acadêmico, mostrando para todos no período posterior do que “uma americana era capaz de fazer” se quisesse realmente ser a melhor do mundo no quesito da pesquisa acadêmica e científica.

    Juliana logo arrumou uma namorada de origem norte americana e começou a traçar planos para o seu casamento pois queria muito obter o green card, que possibilitava viver naquele país por um prazo indeterminado.

    Porém, o boato se espalhou pela campus da universidade e logo seus colegas de estudo começaram a desprezá-la como estrangeira. E o que antes era sinal de exemplo para os outros passou à ser apenas mais uma simples imigrante que ambicionava viver nos Estados Unidos só para obter o tão sonhado Green Card.

    Em seu último dia na terra, Juliana estava muito infeliz por até a sua própria companheira começar a desrespeita-lá na frente de seus círculos sociais, por ser de outra cultura que não a sua. E assim, após uma denúncia anônima, alguns policiais invadiram o seu quarto e decidiram matá-la ali mesmo diante daqueles livros que expressavam um mundo melhor, onde todos poderiam circular livremente por qualquer país que bem entendessem, sem que tivessem que passar por entrevistas e vistos sem sentido.

    Porém, de acordo com o governo local, eram livros que deveriam ser queimados para que esse espírito não contaminasse o restante do povo americano com ideias sobrenaturais de inclusão e acolhimento que somente um estrangeiro mereceria, caso optasse em assumir sua nacionalidade diante de outros países que realmente acreditavam serem superiores em cultura e educação.

    Mas afinal, de que adiantava estar em um país dito de primeiro mundo, se as próprias pessoas é que foram responsáveis por escolher um regime totalmente ditatorial que ia completamente contra aos princípios democráticos impostos por aqueles antigos estrangeiros que ajudaram a construir a bandeira americana com muito suor, labuta e sonhos de que um dia poderiam deixar como legado a independência da livre circulação entre as nações?

  • Os Malefícios da Inteligência Artificial e seus Data Centers

    janeiro 25th, 2026

    Com o advento da Inteligência Articial, vieram logo atrás os enormes campos de Data Centers que as empresas estão usando para que esse tipo de tecnologia possa ser capaz de fazer trabalhos cada vez mais sofisticados e elaborados. Porém, isso tudo requer espaços cada vez maiores nas redondezas das cidades e principalmente nas áreas rurais também.

    A família de Suzana já estava começando a sofrer as consequências dessa nova tecnologia em seus dia-a-dia, pois em sua casa já estava faltando água potável e a noite ninguém conseguia dormir se não tivesse condições financeiras de instalar grandes cortinas nas janelas para evitar a claridade totalmente incomoda aos olhos.

    Muitos no vilarejo fizeram diversas petições declarando suas insatisfações em relação à essas empresas, mas em nada adiantou, pois o governo alegou que essas empresas geravam muitos empregos para o país; além é claro, de serem capazes de injetar na economia local trilhões de dólares sem qualquer tipo de imposto adjacente.

    Assim, Suzana teve que pensar na mudança o quanto antes e mesmo assim, começou a enfrentar problemas com isso, pois quase ninguém queria se mudar para aquela casa que faltava de tudo menos afeto.

    Ela acabou tendo que vender sua fazenda para a empresa de tecnologia por um preço bem abaixo do mercado, mas no fim, valeu muito à pena, pois seus filhos sempre foram apaixonados pela rotina da cidade e todo aquele vai e vêm sem ter hora para acabar.

    Suzana comprou um pequeno apartamento que não faltava água e muito menos luz e somente por isso já era um luxo só. Mas no centro da cidade ela começou a ver as pessoas cada vez mais inseridas numa inteligência artificial irreversível. E isso por si só, já era algo ruim. Porque dificilmente alguém reclamava dessa tecnologia que já estava substitindo a mão de obra humana, sem que ninguém se desse conta disso.

    Mas a vez que mais à marcou foi quando ela entrou numa loja de roupas onde não tinha nenhum atendente para atendê-la. Bastava você experimentar determinada roupa no provador e logo na sequência, já tinha vários caixas para que você pudesse pagar. Isso em sua visão era péssimo para os seres humanos e simplesmente excelente para os empresários que não presisavam mais pagar salários mínimos e todas aquelas gratificações que jamais poderiam ultrapassar as 40 horas semanais de trabalho. Já com a inserção dos robos mais a IA, esse quadro já mudava completamente, pois agora todas as lojas do comércio poderiam trabalhar os 7 dias por semana sem intervalos comercias, sem ter que pagar gratificações nos finais de semana para as máquinas que ainda não detinham direito nenhum na sociedade.

    Suzana se viu muito ameaçada. Pois os seus filhos já não reconheciam mais os livros, tendo em vista que todos aprendiam somente através de tablets e iPads. E tudo que os remetessem a papéis era considerado muito antigo e atrasado. E assim, diversas livrarias fecharam suas portas em consequência disso.

    Depois de muito refletir sobre o caso perdido. Suzana chegou a conclusão de que já estavamos vendo a implosão do mundo antigo para o novo. Onde as florestas seriam derrubadas para que os novos Data Centers de IA pudessem ser construídos, gerando para o planeta um aumento exponencial de carbono em sua atmosfera, onde todos sem excessão, passarão a nutrir na aparência do mundo virtual e irreal, seu mais novo estilo de vida, onde a inteligência artificial passará a pensar e a sentir por você.

  • A Ilusão de um Déjà-Vu

    janeiro 24th, 2026

    Era para ser somente mais um dia comum na casa de Alexandra. Café da manhã e logo em seguida, levar as crianças para a escola. Há anos era sempre a mesma rotina. Tendo em vista a inseminação artificial que tinha feito a dez anos já que não conseguia engravidar daqueles homens que queriam constituir famílias, mas sempre diziam que a culpa de não conseguirem era sempre dela e nunca deles.

    Alexandra abriu a porta de sua casa e no momento em que ligou o carro na garagem ela acabou se deparando com as notícias no rádio. A tão temível guerra mundial estava de volta diante daquela geração que quase nunca perguntava aos professores de suas escolas como tinha sido aquele período na vida de seus avós.

    Enquanto uns diziam que o Holocausto ou até mesmo a falta de comida em escala global jamais iria cobrir a terra novamente; mais uma vez, o destino teimava em voltar ao passado para assombrar as descendências do futuro.

    Os filhos de Alexandra imediatamente ao entrarem no carro, pediram para aumentar o volume do rádio, para que pudessem escutar melhor aquelas notícias devastadoras. Alexandra em um primeiro momento, pensou até em mudar de estação, mas logo desistiu da ideia.

    O que uma guerra mundial poderia trazer para o planeta agora? — pensava Alexandra, vendo algumas famílias das redondezas tentando fugir daquilo tudo — Sem uma solução à frente, o jeito era esperar e aguardar a destruição que viria.

    Seus filhos logo notaram que não iriam para a escola naquele dia e quem sabe em mais nenhum. Eles viram sua mãe mudar de rota com destino a casa de deus avós.

    Chegando por lá foram imediatamente acolhidos, mas sempre deixavam a televisão ligada nos noticiários com o volume baixo, enquanto todos aqueles países se organizavam para atacar seus antigos inimigos.

    A população mundial aguardava aflita. Pois todos sabiam que dificilmente alguém iria sobreviver daquela vez para contar a história. As ruas logo ficaram vazias e o mundo um deserto. A comia foi acabando e o livre comércio entre os países se extinguiu.

    O lema agora era incentivar os soldados pela ganha de território. Porém, quando conseguiam realizar tal feito, não sabiam como agir, pois logo na sequência, eram mortos por armas nucleares poderosíssimas que ninguém nunca soube que existiam entre os mortais.

    O mundo aos poucos foi sendo destruído e a população mundial foi colocada completamente à deriva. A única coisa que restava a família de Alexandra era desligar a televisão e ver o mundo sendo destruído ao vivo e em cores em lares de afeto e pouca ambição.

  • A Epidemia Abaixo de Zero

    janeiro 23rd, 2026

    Depois que muitos ativistas alertaram para as mudancas climáticas ao redor do globo, o mundo enfim, estava completamente gelado. Parecia até que tínhamos voltado para a era glacial. Em todos os países, sem exceção, as temperaturas chegaram abaixo de zero rapidamente causando diversas mortes naqueles locais que nunca tinham recebido o frio, por exemplo.

    Os índices de mortes aumentaram exponencialmente. Casas ficaram com seus sistemas hidráulicos totalmente congelados, enquanto diversos corpos eram sempre econtrados nas ruas onde os noticiários locais faziam sempre a questão de relatar.

    A população global estava em choque e muitos começaram a ir aos mercados locais para pegar o que podiam. Porém, sempre dava alguma briga desnecessária ao longo das filas ou até mesmo na hora de pagar os itens básicos de sobrevivência.

    Zelda observava aquilo com muita atenção, pois como era mãe solo, estava sempre preocupada com os seus dois filhos. Mas com a informação que chegava dos jornais, ninguém tinha o que fazer à não ser esperar aquele tempo mudar, para que assim, pudessem voltar para as suas vidas normais.

    Mas aquilo não tinha nenhuma previsão de passar tão cedo. Pois de acordo com os seus amigos meteorologistas, essa nevasca ficaria alojada em todo o planeta por um prazo indeterminado; e assim, Zelda comprou o que tinha que comprar nos mercados próximos e se alojou em casa tentando distrair seus filhos com jogos de tabuleiro, vindo até mesmo a lhes ensinar o tão temido xadrez.

    Passaram-se meses, anos e até mesmo décadas e o que antes era algo inóspito para o ser humano, passou a ser algo habitual na vida de todos os habitantes da terra. Marcas de roupas tiveram que se adaptar, confeccionando vestimentas impermeáveis por um preço acessível, porque senão, ninguém conseguiria sobreviver aquelas temperaturas extremas abaixo de zero.

    Outra mudança também notável foi nos hábitos alimentares do globo, pois quase ninguém ligava mais para as frutas frescas que acabaram perdendo seu poder benéfico nas pessoas, que preferiam comprar alimentos mais calóricos para suportar todo aquele frio intenso, e assim, gerar energia suficiente para trabalhar e se manter sempre produtivo.

    Porém, outro dado bem preocupante também foi com a saúde mental das pessoas, pois depois que perdemos o sol, a alegria também acabou se dissipando entre as pessoas que agora faziam de seu auto isolamento um novo estilo de vida e quase ninguém mais conversava nas ruas para que não corressem o risco de morrerem por causa da temível hipotermia.

    Shoppings do hemisfério sul tiveram que ser aquecidos por mais incrível que isso pudesse parecer. As praias do rio de janeiro ninguém se atrevia a entrar, e assim, o que antes era o cartão postal da cidade maravilhosa, agora era apenas uma lembrança daqueles dias em que era normal suar e se sentir mal com aquele calor que sempre beirava ao extremo de Dubai.

    Zelda as vezes se sentia muito aflita esperando que dias melhores pudessem voltar, mas pelo jeito que estudava a meteorologia, sabia muito bem que aquilo jamais iria voltar.

    Um mundo onde tinha verão, primavera, outono e inverno. Se transformou na mais nova era glacial onde mamutes habitavam entre aqueles homens da caverna que tinham que sair para caçar ou serem caçados.

    Mas dessa vez, estávamos sendo caçados pelo clima que mudava à todo instante sem que nenhum estadista desse atenção suficiente ao tema, alegando sempre que todos precisavam diminuir suas emissões de carbono na atmosfera, para que assim, pudessemos viver em um mundo melhor e repleto de gelo por onde quer que você passasse agora.

    A resposta da população mundial foi realizar diversos impeachments pelo mundo, até que chegássemos em um ponto onde ninguém mais era líder de ninguém. Pois no atual momento, todos eram representantes apenas de sí mesmos. Porém por outro lado, os índices de violência aumentaram massivamente, mas agora quase ninguém via mais saída para o fim do mundo.

    O juízo final se aproximava novamente, gerando como consequência disso, à chegada de diversos novos profetas que tentavam fazer prelúdios sobre o que íria acontecer com os justos e injustos.

    Porém de outro lado, os mais conscientes ainda preferiam apenas viver para sobreviver aqueles tempos dificílimos. Pois ninguém mais acreditava em religiões fora de moda.

    Cada um tinha a sua própria filosofia de vida e nenhum noticiário conseguia mais influenciar as pessoas como nos tempos antigos.

    A grande maioria da população estava sempre sendo nômade. As rodovias ficavam cheios de viajantes simpáticos que ajudavam com o que tinham em suas bagagens, ou até mesmo com alguma informação do desconhecido, para aqueles que iam ou voltavam.

    Zelda decidiu se mudar para países desconhecidos do grande público, pois agora todos eram uma só nação. Mas leis universais tentavam sempre à vigorar para que as pessoas não se matassem por motivos banais.

    A grande lição que ela deixou para os seus dois filhos quando morreu foi se aventurar pelo mundo sem um destino certo para se atracar e fixar residência. Pois quando um lugar pequeno chegava a conhecer o seu íntimo, era sinal de que você devia ir imediatamente para outros lugares para pelo menos, apagar aquela impressão errada que tiveram de sua personalidade.

    A luz do sol jamais voltou a aparecer para os seus habitantes. E os ditos alegres e felizes passaram a ser internados em clínicas psiquiátricas pois aquela anomalia não era normal sem a devida ajuda médica. A tristeza tinha virado o novo sinal de normalidade. E assim, quem se atrevesse a passar o segredo da vida ou simplesmente aconselhar os mais próximos, para uma futura geração perdida, estava prestes a morrer na cadeira elétrica.

    Ser feliz era apenas sinônimo dos mais ricos que não se cansavam de ostentar por onde quer que passassem. Enquanto os mais pobres tentavam sobreviver com o que tinham: Comida, amor, afeto, carinho, atenção e arte. Talvez os valores nessa nova sociedade estivessem finalmente certos. Enquanto uns só tinham bens materiais para se gabar, os adoecidos traziam para a sociedade muita reflexão para poder pensar e se reinventar cotidianamente, para que assim, pudessem sobreviver abaixo de zero.

  • A Poesia da Privacidade

    janeiro 22nd, 2026

    Alberto tinha simplesmente se cansado de sua biblioteca. Depois de passar vários anos lendo romances, livros históricos e filosóficos. Ele enfim tinha encontrado um novo amor: A Poesia!

    De alguma maneira inexplicada, Alberto não conseguia mais dar muita atenção a extensão daqueles livros grossos. Parecia que de alguma forma, Alberto precisava de escritores que em poucas linhas deixavam significados eternos no coração daqueles que o liam de forma prazerosa. Ele precisava de algo complexo mas simples. E foi assim, que ele econtrou escritores que talvez até pudessem se enquadrar na categoria de compositores de uma nova vida mais significativa. Podendo até serem considerados músicos, pelo que faziam com as rimas de algumas palavras que quase mais ninguém usava de modo rotineiro.

    Em questão de apenas alguns minutos por dia, lia diversos poemas, aos quais lhe traziam de volta a alegria do mundo. Tornando-o mas colorido e prazeroso novamente.

    Alberto sentia até que tinha ganhado mais tempo em seu dia-a-dia. Ele passeava no parque, comprava o que precisava no mercado mais próximo e ainda conseguia visitar os seus pais quase que diariamente tentando captar os conselhos que valiam à pena e os que precisavam ser descartados para a próxima geração com uma certa urgência.

    A partir dos poemas que lia, sua alma ia se expandindo cada vez mais. Lhe trazendo de volta o prazer que sentia quando estava repousando depois de um longo dia de trabalho em frente ao computador, escrevendo e reescrevendo códigos de segurança para diversas empresas que tinham muito medo de serem invadidas por hackers cheios de energia vital.

    Depois de alguns meses absorto em diversos poemas, Alberto decidiu criar o sua própria arte, reescrevendo o mundo em poucos versos e os colocava pela internet que estava cheia de distrações que não nutriam o espírito de ninguém. Porém, dificilmente alguém o elogiava pelo seu trabalho. Mas mesmo assim, ele continuou e perseverou, pois lá em seu íntimo ele sabia que de alguma maneira seria notado, cedo ou tarde.

    O tempo passou e o que antes ele fazia por passatempo, estava se transformando em algo mais sério, pois diversas editoras começaram a notar aquele talento nato para a poesia.

    Alberto começou a receber diversos convites para ser publicado e enfim ser reconhecido pelo seu trabalho árduo em seu tempo livre do trabalho. Mas em seu íntimo, ele não queria ter reconhecimento algum. Pois sua vida estável lhe possibilitava aproveitar sua privacidade com muito mais profundidade. E lá no fundo, ele sabia que a poesia já tinha cumprido o seu devido papel em sua vida, lhe trazendo o gosto de viver e apreciar os mínimos detalhes dela, enquanto ele estivesse nesse plano astral, cheio de distrações que a pessoa teria que escolher caso quisesse não ser influenciado pelas redes sociais e todo o mundo irreal que ela por consequência, também trazia e que dificilmente, alguém saberia lidar com a sua própia ociosidade de não ter tempo de ter conversas reais sem que um simples celular lhes atrapalhasse na interação social já há muito perdida.

  • O palco onde os russos dançam sem a devida concorrência bélica

    outubro 18th, 2025
    Vladimir Putin, Donald Trump e Volodymyr Zelensky conversando sobre o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia na Hungria

    Recentemente tenho lido bastante à respeito da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, porém, como sempre, no campo da política, podemos afirmar, que poucos avanços temos visto da parte do intermediador Donald Trump (como ele mesmo se definiu no último encontro com Zelensky) em tentar solucionar o fim da guerra, entre ambas as partes. Mas uma coisa o senhor Trump deixou bem claro na reunião que ele fez com o presidente da Ucrânia, nem Putin nem Zelensky se gostam muito.

    A meu ver, quando terminei de assistir a reunião, parecia que Volodymyr Zelensky estava ali de uma maneira bastante forçada. Agradecendo os avanços de Donald Trump em tentar solucionar o mais rápido possível o fim do conflito. Porém, no fim das contas, Donald Trump não conseguiu chegar a um acordo com Zelensky sobre os mísseis Tomahawk, que conseguem passar desapercebidos por radares para que assim, possam atingir Moscou, que é o grande alvo de Zelensky.

    Ao ser perguntado por jornalistas na Casa Branca, Trump respondeu que se fornecesse esses mísseis inteligentes para a Ucrânia, poderia muito bem observar uma nova escalada da Rússia na guerra e isso em sua visão, não seria nada bom para as políticas globais que querem o fim do conflito o quanto antes.

    O que me chamou mais atenção na reunião entre Zelensky e Trump, foi que ambos pareciam estar ali naquele encontro para tirar apenas as dúvidas de alguns jornalistas, do que propriamente tentar chegar a um acordo rápido para o fim do conflito. Zelensky parecia forçado ao agradecer o empenho da equipe de Trump, por tentar chegar a um acordo que fosse bom tanto para a Rússia como para a Ucrânia. Porém, a meu ver, em nada mudou a situação da Ucrânia diante da poderosa Rússia, que simplesmente vê os seus oponentes perderem ainda mais força sem a ajuda dos mísseis Tomahawk dos Estados Unidos.

    O que mais me admira é o fato da Europa também não fazer nada à respeito do conflito. Emmanuel Macron há alguns meses atrás até se reuniu com outros representantes da Europa na França, mas ninguém fez avanços significativos para frear o conflito também.

    Enquanto isso, o senhor Donald Trump se diverte com Vladimir Putin o levando-o para o Alasca para conversas cheias de futilidades que de nada adiantam para solucionar o conflito. Onde cada vez mais pessoas morrem de ambos os lados, sem que ninguém no mundo se importe com as perdas, pois alegam que não estão nos limites territoriais de seus próprios países.

    Agora o próximo destino das conversas bilaterais vão acontecer na Hungria, com a preponderância de Donald Trump, tentando ser o novo Winston Churchill para o mundo, onde tentará se passar por um grande estadista para solucionar uma guerra que jamais terá um prazo de validade fixo por Vladimir Putin, que simplesmente caçoa do mundo, pois ele sabe muito bem, que nenhum país poderá enfrentá-lo com a mesma força e ousadia que somente a inteligência russa é capaz de fazer.

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